Brasília – Com o início da Copa do Mundo, os políticos brasileiros enfrentam o desafio de manter o interesse na campanha eleitoral, que ainda não mobiliza a maioria da população. O desinteresse tende a aumentar nas próximas semanas, até o término do torneio em 19 de julho, véspera do início das convenções partidárias, que devem definir candidaturas majoritárias e proporcionais até 5 de agosto.
Candidatos a presidente, governador, senador e deputado devem buscar maneiras de ocupar espaço e disputar a atenção do eleitorado, muitas vezes utilizando referências ao futebol, mesmo que estas pareçam forçadas aos torcedores.
Um tema recorrente desde 1994, quando as eleições presidenciais passaram a coincidir com a Copa, é a possível influência do desempenho da seleção brasileira no resultado das eleições. O histórico dos últimos 32 anos indica que não há relação direta.
Na literatura da ciência política, esse tipo de conexão é observado em regimes autoritários. No Brasil, a única associação ocorreu durante a ditadura, com o apoio do regime de Garrastazu Médici à euforia pela conquista do tricampeonato em 1970, período em que não havia eleições.
Em 1994, o tetra coincidiu com a vitória de Fernando Henrique Cardoso no primeiro turno, mas o sucesso eleitoral foi atribuído ao Plano Real. Em 1998, FH foi reeleito apesar da derrota do Brasil na final para a França.
Em 2002, o pentacampeonato não garantiu a continuidade do governo, que perdeu para Luiz Inácio Lula da Silva, reeleito em 2006, ano em que a seleção brasileira foi eliminada nas quartas de final.
Fonte: FOLHA DE SP | POLITICA








