Michelle Bolsonaro gravou um vídeo em que acusa Flávio Bolsonaro de traição e humilhação, além de criticar as alianças políticas do irmão, que incluem figuras que já chamaram ele e seu pai de ladrões e nazistas. Ela também protestou contra a exclusão de mulheres das chapas bolsonaristas para o Senado nas eleições de 2026, citando os casos de Priscila Costa, no Ceará, e Carol de Toni, em Santa Catarina.
No vídeo, Michelle enfatiza que age em concordância com seu marido, Jair Bolsonaro, sugerindo que quando Flávio a desautoriza, estaria também desautorizando Jair. A gravação, divulgada em 27 de junho de 2026, indica uma disputa interna pela liderança do legado político de Jair Bolsonaro.
O conflito gerou respostas contundentes, como a do aliado de Eduardo Bolsonaro, Paulo Figueiredo, que em vídeo rebateu Michelle com comentários depreciativos sobre mulheres, destacando a tensão no grupo bolsonarista.
Michelle Bolsonaro direcionou críticas ao desempenho eleitoral de Flávio, que apresenta baixa popularidade entre as mulheres, grupo que ela tenta mobilizar, especialmente entre evangélicas que a apoiam.
Especialistas interpretam o vídeo como um movimento estratégico de Michelle para se distanciar de uma candidatura que enfrenta dificuldades e que pode resultar na perda do legado político da família Bolsonaro, caso Flávio não seja eleito.
Fonte: FOLHA DE SP | POLITICA








