O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) planejava realizar nesta sexta-feira (12) a primeira reunião para definir os nomes indicados para 29 vagas no Judiciário, a maioria em tribunais regionais eleitorais, desde a rejeição do advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, pelo Senado Federal no fim de abril.
As escolhas, que devem priorizar os tribunais regionais eleitorais devido à proximidade da campanha eleitoral, seriam feitas a partir de listas tríplices apresentadas ao presidente. A reunião contaria com a participação do secretário especial para Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Marcelo Weick, além dos ministros Miriam Belchior (Casa Civil), Jorge Messias (AGU), José Guimarães (Secretaria de Relações Institucionais) e Wellington Lima e Silva (Justiça e Segurança Pública).
Entretanto, o encontro foi adiado por conta de outros compromissos na agenda presidencial, incluindo uma cerimônia do programa Minha Casa Minha Vida Rural e Entidades. A reunião deverá ocorrer após o retorno de Lula da viagem ao G7, grupo das sete maiores economias do mundo.
Além das vagas nos tribunais regionais eleitorais, estão em disputa três cargos em tribunais regionais federais e uma vaga importante para ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST).
Aliados do presidente têm se mobilizado para influenciar as escolhas. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), apoia a desembargadora Herminegilda Leite Machado, do TRT da 13ª Região (Paraíba). O presidente nacional do PSB e ex-prefeito de Recife, João Campos, defende o desembargador Sergio Torres Teixeira, do TRT da 6ª Região (Pernambuco). Já o ex-governador do Pará e líder do MDB, Helder Barbalho, tem promovido a indicação da desembargadora Maria de Nazaré Medeiros Rocha, do TRT da 8ª Região (Pará e Amapá), destacando a importância de uma representante da região Norte na cúpula da Justiça do Trabalho.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), não tem participado ativamente da campanha pela nomeação de Nazaré, mantendo uma relação tensa com Lula após ter atuado pela rejeição de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Sobre a vaga no STF, integrantes do Palácio do Planalto indicam que a decisão não será tomada nesta sexta-feira. Lula tem afirmado publicamente que pretende reenviar a indicação de Messias, embora o regimento interno do Senado proíba a votação de um nome rejeitado no mesmo ano.
Fonte: FOLHA DE SP | POLITICA









