Miami, 14 de junho de 2026 – O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, impedido de entrar nos Estados Unidos para atuar na Copa do Mundo de 2026, receberá da Fifa o pagamento integral que teria direito pelo trabalho no torneio. A decisão foi confirmada por uma fonte ligada à entidade máxima do futebol.
O governo dos EUA, sob a administração do ex-presidente Donald Trump, justificou a recusa da entrada de Artan com base em supostas ligações do árbitro com membros de organizações terroristas, o que resultou no bloqueio de sua passagem pela Alfândega e Proteção de Fronteiras do país.
Artan, eleito o melhor árbitro da África em 2025, estava prestes a se tornar o primeiro somali a apitar uma partida na Copa do Mundo, o maior evento do futebol mundial. Após o impedimento, ele retornou à Somália, onde foi recebido com festa na capital Mogadíscio.
Apesar do revés, a carreira de Artan segue em ascensão. A Uefa anunciou sua designação para apitar a Supercopa da Uefa, que será disputada entre Paris Saint-Germain e Aston Villa no dia 12 de agosto.
O caso gerou repercussão internacional, levantando debates sobre as políticas de imigração e segurança dos Estados Unidos em relação a profissionais do esporte. A Fifa reafirmou seu compromisso com o árbitro, garantindo o pagamento integral de seus honorários pela participação na Copa do Mundo, mesmo sem sua presença física no torneio.
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