Fora da equipe de campanha do presidente Lula (PT), o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho (PT), participou na última sexta-feira (26) de um jantar com cerca de 200 pessoas do setor dos cegonheiros, em Flores da Cunha (RS), para manter abertos os canais de diálogo entre o governo federal e os transportadores de automóveis às vésperas do período eleitoral.
No encontro, Marinho defendeu as ações do governo aos representantes do Sinaceg (Sindicato Nacional dos Cegonheiros) e da Feiceg (Federação Interestadual dos Cegonheiros), entidades que reúnem empresários do setor.
O jantar dos cegonheiros é uma tradição de mais de duas décadas, e Flores da Cunha é referência para a categoria, concentrando famílias e empresas que contribuíram para o desenvolvimento do transporte rodoviário de veículos no país. Marinho, ex-prefeito de São Bernardo do Campo, cidade com forte presença de cegonheiros, abriu mão de disputar as eleições para permanecer no governo a pedido do presidente Lula.
A categoria dos caminhoneiros, historicamente apoiadora do governo Jair Bolsonaro (PL), é um setor sensível para a gestão Lula, que implementou políticas públicas específicas para a classe. Em março, diante de ameaças de greve por causa do aumento do preço do petróleo, o governo zerou a alíquota de PIS e Cofins sobre o diesel, medida com impacto estimado em R$ 30 bilhões, compensada por um imposto sobre a exportação de petróleo.
Em abril, o governo ampliou o programa Move Brasil, lançado no final de 2025, dobrando para R$ 21,2 bilhões os recursos via BNDES para financiamento de veículos.
Fonte: FOLHA DE SP | POLITICA









