Erika Hilton acusa PSOL de descumprir acordo na distribuição do fundo eleitoral para pré-candidatos

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) acusou o partido de priorizar novos pré-candidatos na distribuição dos recursos do fundo eleitoral, em detrimento de parlamentares que buscam reeleição, como ela própria.

Em publicação nas redes sociais nesta terça-feira (23), Hilton afirmou que o PSOL discute uma proposta que prevê repasses semelhantes para ela e para novos integrantes da sigla, como Manuela D’Ávila, pré-candidata ao Senado pelo Rio Grande do Sul.

A parlamentar argumenta que o partido estaria descumprindo um acordo firmado para que ela permanecesse na sigla, ajudando o PSOL a atingir a cláusula de barreira, em troca de inclusão na faixa de candidatos que recebem repasses destinados aos “puxadores de voto” nos estados.

“O PSOL precisa cumprir os acordos que fez conosco. E não está cumprindo. Está rasgando nossos combinados e praticamente nos inviabilizando”, declarou Erika Hilton, que se disse “chocada e decepcionada”.

Erika é uma das principais lideranças do PSOL em São Paulo, tendo obtido 257 mil votos em 2022, além de ter destaque nas recentes discussões no Congresso sobre o fim da escala 6×1.

A cláusula de barreira exige que partidos elejam pelo menos 11 deputados federais em nove unidades da Federação ou obtenham 2% dos votos válidos para a Câmara, distribuídos em ao menos nove estados, com 1% mínimo em cada um, para acesso a recursos do fundo partidário e propaganda eleitoral.

Segundo a deputada, o ex-presidente do PSOL Juliano Medeiros, que concorrerá pela primeira vez, teria a mesma prioridade na distribuição dos recursos, enquanto a proposta em discussão não cria faixa específica para deputados federais, beneficiando candidatos a deputado estadual e ao Senado.

As mudanças foram apresentadas pela direção nacional do PSOL e devem ser deliberadas em reunião na próxima semana.

Hilton criticou o que chamou de “privilégio branco e cis” que estaria prevalecendo sobre acordos e critérios eleitorais, e afirmou que a política nacional de inclusão do partido, que garantia repasses ajustados por gênero, raça e pessoas com deficiência, está sendo desmontada.

Além de Erika, outros pré-candidatos, como o vereador do Rio de Janeiro Rick Azevedo, também teriam sido prejudicados pela medida, conforme relatos nas redes sociais.

Fonte: FOLHA DE SP | POLITICA

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