Histórico de proibição e desigualdades marcam o futebol feminino no Brasil

A Copa do Mundo reacende o entusiasmo pelo futebol, mas também revela disparidades históricas entre as modalidades masculina e feminina no Brasil. A doutora em economia e professora da FGV, Lorena Hakak, presidente da Sociedade de Economia da Família e do Gênero (GeFam), reflete sobre essas diferenças em artigo recente.

O futebol chegou ao Brasil em 1894, trazido por Charles Miller, e a primeira seleção masculina foi formada em 1914. Inicialmente restrito às elites, o esporte se profissionalizou na década de 1930, enquanto as mulheres permaneceram excluídas desse processo.

Em 1941, o decreto-lei 3.199, assinado por Getúlio Vargas, proibiu o futebol feminino, alegando incompatibilidade com a natureza da mulher. A proibição foi reforçada em 1965 pelo Conselho Nacional de Desportos e só revogada em 1979, com regulamentação oficial somente em 1983. Essa diferença de mais de sete décadas entre as seleções masculina e feminina impacta até hoje a consolidação e a valorização do futebol feminino.

Além disso, a diferença salarial entre atletas homens e mulheres é significativa, refletindo uma longa história de exclusão e preconceito. A autora sugere que adaptações nas regras, como a redução do tamanho do campo, poderiam tornar o futebol feminino mais dinâmico, já que as normas atuais foram originalmente definidas para o futebol masculino.

Fonte: FOLHA DE SP | POLITICA

    Post anterior
    Próximo post

    Postado por:

    Gostou dessa notícia? Avalie e deixe seu comentário abaixo:

    0 0 votos
    Classificação do artigo
    Inscrever-se
    Notificar de
    guest
    0 Comentários
    mais antigos
    mais recentes Mais votado
    Tempo agora
    Clima
    --°C
    Goiânia
    Carregando...
    🌡️ --° / --° 💧 --% 🌬️ -- km/h

    MAIS LIDAS

    CATEGORIAS

    0
    Adoraria saber sua opinião, comente.x