A seleção da África do Sul estreia na Copa do Mundo 2026 nesta quinta-feira (11), enfrentando o México às 16h, na Cidade do México, uma das sedes do torneio que também acontece no Canadá e nos Estados Unidos.
Além de compartilharem as cores verde e amarelo no uniforme, Brasil e África do Sul mantêm relações estreitas que vão além do futebol. Os dois países dividem desafios socioeconômicos e posições políticas semelhantes, com destaque para a busca pela paz e o desenvolvimento sustentável.
O ex-técnico Joel Santana, que comandou a seleção sul-africana entre 2008 e 2009, destaca a evolução técnica dos “Bafana Bafana” após uma década de jejum. “O nível do futebol deles tem subido gradativamente desde a nossa passagem”, afirmou, apostando na equipe até o fim da competição.
No campo econômico, o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, reforçou em encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em março, a intenção de ampliar a cooperação com o Brasil, especialmente nos setores de agricultura, energia, mineração e defesa. Atualmente, o comércio bilateral gira em torno de US$ 2,3 bilhões, valor considerado baixo diante do potencial dos dois países.
Em 2026, os governos firmaram acordos para fortalecer o turismo, aumentar a conectividade aérea e promover parcerias técnicas na agropecuária, focando no controle da febre aftosa e na vigilância sanitária.
Politicamente, a África do Sul tem peso internacional por sua história de superação do apartheid, regime de segregação racial que durou cerca de 50 anos. O país apoia o posicionamento brasileiro em busca de soluções pacíficas para conflitos no Oriente Médio, condenando violações de direitos humanos e crimes de guerra.
Especialistas destacam que a experiência sul-africana confere autoridade moral para criticar ações como as de Israel em Gaza e no Líbano, além de contribuir para iniciativas globais, como as Regras Nelson Mandela, que combatem a tortura e garantem direitos no sistema penal.
Desde a redemocratização nos anos 1990, a África do Sul apresentou avanços econômicos e sociais, embora ainda enfrente desigualdades. O país é a maior economia africana e busca, junto ao Brasil, construir uma aliança pelo desenvolvimento do sul global, com foco na redução das desigualdades.
Além do comércio e da política, Brasil e África do Sul colaboram em saúde pública, no combate ao HIV/AIDS, no enfrentamento da pobreza e na luta contra o racismo. A parceria também se estende a fóruns internacionais, como o BRICS e a Conferência das Partes (COP), reforçando o compromisso conjunto com o desenvolvimento sustentável.
Fonte original: Agência Brasil – Esportes








