Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Reforma tributária entra em fase de transição e exige atenção redobrada de bares e restaurantes em 2026

Novos impostos começam a aparecer de forma informativa nas notas fiscais, fiscalização se intensifica com dados das fintechs e mudanças paralelas já impactam o caixa dos empresários

A reforma tributária brasileira entra, a partir deste ano, em um período de transição que deve se estender até 2033. Embora as mudanças mais profundas ainda não tenham efeito prático imediato sobre a carga tributária, este ano marca o início de uma nova lógica de fiscalização e monitoramento, que deve impactar diretamente bares e restaurantes, um dos setores mais sensíveis à carga de impostos e à informalidade operacional.

Segundo o contador e especialista em contabilidade para bares e restaurantes Max Asbem, a principal novidade de 2026 será a inclusão dos novos tributos CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) nos documentos fiscais, como notas e cupons fiscais.

“Em 2026, esses impostos ainda aparecem apenas de forma informativa. É um período de teste para a Receita Federal validar os novos layouts fiscais. Não há, por enquanto, alteração efetiva na carga tributária por conta deles”, explica.

Apesar de não haver aumento imediato de imposto relacionado à CBS e ao IBS, Asbem alerta que o ano de 2026 marca um movimento claro de aproximação da fiscalização em relação ao empresário. Isso ocorre por meio de instruções normativas e leis complementares que ampliam o acesso da Receita Federal às informações financeiras das empresas.

Uma das mudanças mais relevantes, segundo o especialista, está na equiparação das fintechs de pagamento aos bancos tradicionais. Plataformas como Mercado Pago, PagBank e outras maquininhas de pagamento passam a ter a obrigação de compartilhar dados financeiros dos clientes com a Receita Federal.

“Essas empresas agora são consideradas instituições financeiras. Isso significa que toda movimentação via cartão, boleto ou Pix passa a ser informada automaticamente à Receita”, afirma Asbem.

Com isso, o governo passa a ter uma visão mais completa do fluxo financeiro dos bares e restaurantes, cruzando dados bancários, fiscais e contábeis com maior precisão.Para o setor, que ainda convive com práticas informais, o alerta é claro: a margem para inconsistências diminui drasticamente. “O empresário precisa ter atenção redobrada. A Receita terá acesso praticamente a toda a movimentação financeira do negócio, inclusive a que passa pelas maquininhas”, pontua.

Além da reforma tributária em si, 2026 também traz impactos de leis paralelas que já começam a afetar o planejamento financeiro de empresas maiores. Uma delas é o aumento da base de cálculo do lucro presumido, que pode elevar a carga tributária em quase 10% para negócios com faturamento acima de R$ 5 milhões por mês.

Outro ponto de atenção é a tributação dos dividendos, tema que voltou ao debate após décadas. Desde 1995, a distribuição de lucros era isenta de imposto, mas a regra mudou: empresários que retiram acima de R$ 50 mil por mês passam a ter retenção de imposto, com alíquota inicial de 10%.

“É uma mudança significativa no comportamento financeiro do empresário. Retirar lucro da empresa agora exige planejamento, porque passa a ter impacto tributário direto”, explica Asbem.

Para Max Asbem, 2026 deve ser encarado menos como um ano de impacto imediato e mais como um período de adaptação e preparação. “É o momento de entender as regras, organizar processos, alinhar a contabilidade com a realidade financeira do negócio e evitar surpresas nos próximos anos”, resume.

Em um setor marcado por margens apertadas, sazonalidade e alta concorrência, a reforma tributária reforça uma tendência já em curso: a necessidade de gestão profissional, transparente e baseada em dados. Para bares e restaurantes, acompanhar as mudanças não será apenas uma questão fiscal, mas de sobrevivência no médio e longo prazo.

@maxasbemcontador
@asbemassessoria

Post anterior
Próximo post

Postado por:

Paulo Mathias

Colunista - Interage Goiânia.

Gostou dessa notícia? Avalie e deixe seu comentário abaixo:

0 0 votos
Classificação do artigo
Inscrever-se
Notificar de
guest
0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários

Veja mais:

0
Adoraria saber sua opinião, comente.x