O secretário de Segurança Interna dos Estados Unidos, Markwayne Mullin, afirmou nesta segunda-feira (29) que comemorou a eliminação da seleção do Irã na Copa do Mundo de 2026 com uma “dancinha da felicidade”. A declaração foi dada após uma reunião sobre a segurança do Mundial em Washington, segundo o jornal Sports Business Journal.
“Estou muito feliz que eles foram embora”, disse Mullin, acrescentando que a equipe iraniana foi a seleção com a qual os EUA mais lidaram durante o torneio. Ele também mencionou que comemorou o cancelamento dos vistos dos jogadores e a saída deles do território americano.
Em resposta, a Federação de Futebol do Irã criticou as declarações do secretário em nota enviada ao New York Times. Um porta-voz afirmou que os comentários demonstram a falta de compromisso dos EUA com as leis internacionais e os princípios esperados de um país anfitrião de um evento esportivo mundial.
A participação do Irã no Mundial foi marcada por polêmicas devido à guerra entre os dois países. O governo americano restringiu os deslocamentos dos jogadores iranianos e exigiu que deixassem o país logo após cada partida. Por conta disso, a seleção transferiu sua base de treinamento do Arizona para Tijuana, no México.
Além disso, Mullin afirmou que quase metade das pessoas que o Irã tentou trazer aos EUA para o torneio tinha ligação com a Guarda Revolucionária Islâmica, uma alegação rejeitada pela federação iraniana como “completamente sem qualquer evidência”.
O técnico do Irã, Amir Ghalenoei, também manifestou insatisfação com o tratamento recebido, pedindo que a Fifa impeça que anfitriões tratem seleções e jogadores de forma desigual no futuro.
Fonte: FOLHA DE SP | ESPORTES









