Defensores públicos de todo o país terão acesso a uma ferramenta desenvolvida pelo Jusbrasil que identifica indícios de “prompt injection” em documentos jurídicos, prática que consiste na inserção maliciosa de comandos para manipular sistemas de inteligência artificial dos tribunais.
A parceria entre a Defensoria Pública e o Jusbrasil foi firmada após um caso em Parauapebas (PA), onde duas advogadas foram multadas em R$ 84 mil por uso indevido de IA para fraudar processos. No exemplo citado, um comando invisível no cabeçalho da petição orientava a IA a contestar superficialmente a petição e não impugnar documentos, independentemente das instruções recebidas.
“As Defensorias Públicas de todo o Brasil lidam diariamente com milhares de processos e estamos atentos para que o uso da inteligência artificial seja feito com segurança e confiança, sem colocar em risco os direitos de nossos assistidos”, afirmou Matheus Munhoz, defensor público-geral do Paraná e presidente do Condege (Conselho Nacional das Defensoras e Defensores Públicos-Gerais). Ele ressaltou a importância da parceria para garantir soluções seguras diante do surgimento de casos de “prompt injection”.
Sede da Defensoria Pública da União, em Brasília
Fonte: FOLHA DE SP | POLITICA









