O presidente nacional do PT, Edinho Silva, sugeriu que o fundo eleitoral destinado às campanhas para deputados federais seja distribuído pelos diretórios estaduais do partido, proposta que gerou divergências dentro da bancada da sigla.
A ideia, apresentada em reunião com deputados federais há cerca de três semanas, tem como argumento a maior proximidade dos dirigentes estaduais com as bases eleitorais, o que permitiria identificar melhor os candidatos com maior potencial para receber investimentos.
No entanto, parlamentares da bancada federal manifestaram preocupação de que essa divisão possa prejudicá-los, já que nem todos pertencem às mesmas correntes políticas dos dirigentes estaduais, o que poderia resultar em favorecimento a adversários internos ligados às lideranças locais.
Segundo o modelo proposto, o diretório nacional do PT continuaria responsável pela distribuição do fundo eleitoral para as campanhas à Presidência da República, governos estaduais e Senado. O presidente Lula, que buscará a reeleição, deve receber cerca de R$ 120 milhões, valor que pode aumentar caso não haja um volume significativo de doações privadas.
Para as campanhas de deputados federais, a decisão ficaria a cargo dos diretórios estaduais, com o objetivo de otimizar o investimento conforme o desempenho e as chances eleitorais locais.
Em 2026, os partidos terão um fundo eleitoral total de R$ 4,9 bilhões, financiado por recursos públicos. O PT recebeu R$ 615,4 milhões para distribuir entre candidatos à Presidência, governos estaduais, Senado, Câmara dos Deputados e Assembleias Legislativas.
Atualmente, a federação formada por PT, PC do B e PV possui 82 deputados, e a expectativa é ampliar essa bancada para cerca de 100 cadeiras para fortalecer o apoio ao presidente Lula no Congresso.
Fonte: FOLHA DE SP | POLITICA








