Em discurso realizado na noite de domingo (28) em Buenos Aires, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que o Brasil é “a peça que falta” no mapa da direita na América Latina, destacando que os brasileiros sentem “inveja” dos países vizinhos que têm eleito representantes conservadores.
“Nós, brasileiros, olhamos para esse mapa [da América Latina] hoje com um pouco de inveja. Porque enquanto nossos vizinhos, um a um, escolhem a liberdade e a ordem, o Brasil ainda está preso ao passado. Somos a peça que falta nesse mapa. E estou aqui para dizer, sem rodeios: em outubro, isso muda”, declarou o senador durante evento da Fundação Aliados de Israel, realizado em um hotel de luxo na capital argentina.
Flávio Bolsonaro participou da conferência destinada a fortalecer as relações entre a América Latina e Israel, que ocorre entre os dias 28 e 30 de junho. O evento reúne cerca de 20 políticos de diferentes países e conta com a organização da Fundação Aliados de Israel e da Amigos Americanos dos Acordos de Isaac.
Na segunda-feira (29), o senador deve se reunir com o presidente argentino Javier Milei na residência oficial, a Quinta de Olivos. Milei, que assumiu o mandato em dezembro de 2023, é um forte defensor de Israel e foi o primeiro líder não judeu a receber o prêmio Genesis pelo apoio ao país.
Durante o discurso, Flávio Bolsonaro também prometeu, caso eleito, transferir a embaixada do Brasil em Israel para Jerusalém, retomando uma promessa feita pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele ressaltou que “hoje, na prática, não existe uma relação diplomática plena entre o Brasil e Israel”, destacando que o Brasil está sem embaixador no país desde 2024.
O senador ainda comentou sobre o combate ao crime organizado na região, elogiando a iniciativa Escudo das Américas, lançada pelo governo Trump e países latino-americanos. Ele criticou o governo brasileiro por ter pedido aos Estados Unidos que não classificassem as facções brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas, enquanto os vizinhos se uniam para o enfrentamento.
O evento em Buenos Aires tem como objetivos promover a adoção da Definição de Trabalho em resposta ao Antissemitismo, fortalecer o combate ao terrorismo e extremismo, e fomentar ações conjuntas na América Latina. O embaixador argentino em Israel, Axel Wahnish, afirmou que a Argentina deve liderar a união dos países da região contra o terrorismo e o antissemitismo.
Fonte: FOLHA DE SP | POLITICA









