O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), está no centro de uma nova operação que reacende as discussões sobre o escândalo do Banco Master. A investigação aponta que Wagner teria recebido dinheiro do Master por meio de familiares, além de possíveis tentativas de salvar a instituição, conforme conversas mencionadas na decisão judicial envolvendo Augusto Lima, um dos operadores do esquema.
Em uma análise anterior, publicada em 28 de março, o colunista Celso Rocha de Barros destacou a necessidade de diferenciar os envolvidos no caso Master entre aqueles que roubaram, tentaram salvar o banco ou receberam recursos indevidos. Desde então, novas informações ampliaram o entendimento sobre o alcance do esquema.
O PT da Bahia já figurava na seção dos que teriam roubado com o Master, especialmente em relação ao CredCesta, enquanto na esfera da direita, o candidato presidencial Flávio Bolsonaro (PL-RJ) passou a dominar o grupo dos que receberam dinheiro do Master, com suspeitas que podem levá-lo à categoria dos que roubaram, dada a magnitude dos recursos envolvidos, inclusive de governadores bolsonaristas.
Além disso, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), é acusado pela revista Veja de ter recebido R$ 150 milhões do Master, com a previdência do Amapá, controlada por seus aliados, envolvida na aplicação de recursos dos aposentados no banco.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), também está sob suspeita, com familiares beneficiados por empréstimos do Master e autor de projeto que impactaria investimentos de entidades de previdência privada.
Fonte: FOLHA DE SP | POLITICA









