O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), declarou nesta quarta-feira (17) que a condenação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pelo crime de coação no curso do processo foi injusta. A decisão, tomada na terça-feira (16) pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), impôs a Eduardo Bolsonaro uma pena de quatro anos e dois meses de prisão em regime inicialmente semiaberto.
Eduardo Bolsonaro foi acusado de articular junto a autoridades e aliados do governo dos Estados Unidos a adoção de sanções contra ministros do STF e medidas econômicas contra o Brasil, com o objetivo de pressionar a corte no caso da trama golpista.
Com a condenação, o ex-parlamentar se torna inelegível por até oito anos, deverá pagar multa de cerca de R$ 150 mil e perderá o cargo de escrivão da Polícia Federal, do qual está afastado.
Ao comentar a decisão, Tarcísio afirmou concordar com os argumentos apresentados pela defesa de Eduardo Bolsonaro: “Eu faço meus os argumentos que a defesa apresentou, então acho que a condenação foi injusta e não prejudica em nada o transcurso da eleição do nosso grupo, a eleição do Flávio [Bolsonaro], a eleição dos nossos senadores aqui”. A declaração foi dada durante a cerimônia de lançamento da Operação Integra SP, no Sambódromo do Anhembi, em São Paulo.
No mesmo evento, o governador respondeu às críticas do pré-candidato Fernando Haddad (PT) sobre a privatização da Sabesp e contratos do metrô, defendendo o modelo adotado e destacando o reconhecimento internacional da operação.
Eduardo Bolsonaro, que reside nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025, divulgou nota na terça-feira criticando o ministro Alexandre de Moraes e alegando que não foi respeitado o devido processo legal, pois deveria ter sido notificado por carta rogatória, argumento também utilizado pela Defensoria Pública da União para tentar anular o caso. A defesa do ex-deputado sustentou ainda a suposta falta de imparcialidade do ministro.
Fonte: FOLHA DE SP | POLITICA









