Na estreia da Copa do Mundo 2026, a seleção brasileira empatou em 1 a 1 com o Marrocos, mas o desempenho do meio-campo, apelidado de “caranguejo”, deixou a desejar segundo as estatísticas da partida.
Os cinco meias que atuaram na partida priorizaram passes laterais, com baixa eficiência ofensiva. O pior desempenho foi de Lucas Paquetá, do Flamengo, que acertou apenas 79,5% dos passes, sendo apenas 25,6% deles para frente. Paquetá foi substituído aos 16 minutos do segundo tempo, apesar de ter sido o maior passador entre os meias, com 39 passes.
O veterano Casemiro, alvo de críticas, teve o melhor aproveitamento nos passes, com 94,4% de acerto, mas apenas 5,6% dos seus toques foram para frente. Casemiro deve deixar o Manchester City para jogar no Inter Miami, dos Estados Unidos.
Fabinho entrou no intervalo no lugar de Casemiro e manteve o estilo de passes laterais, com 64,7% dos passes para os lados e apenas 23,5% para frente. Já Bruno Guimarães, do Newcastle, foi o meia mais objetivo, com 31,6% dos passes para frente, embora tenha errado 28,6% deles.
Durante toda a partida, foram realizados apenas quatro lançamentos longos pelos meias, com apenas um acerto, evidenciando a falta de eficiência ofensiva do setor. O técnico Carlo Ancelotti reconheceu a necessidade de melhorias para tornar o time mais objetivo, dinâmico e ofensivo.
Para o próximo jogo contra o Haiti, na sexta-feira, às 21h30, em Filadélfia, Ancelotti deve promover mudanças no meio-campo e no ataque, colocando em risco a titularidade dos meias que começaram contra Marrocos, além dos atacantes Igor Thiago e Raphinha. Vinicius Junior, autor do gol de empate, permanece como destaque.
Fonte: FOLHA DE SP | ESPORTES









