O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), teve sua segurança reforçada após assumir a relatoria do caso Master, em decorrência de uma análise interna que identificou aumento do risco à sua integridade física.
Mendonça também é responsável pela investigação sobre fraudes em descontos de aposentados e pensionistas do INSS, outro inquérito de grande repercussão e impacto político.
Segundo assessores e fontes próximas à corte, o reforço na segurança inclui maior número de policiais, presença mais ostensiva em atividades específicas, uso de equipamentos diversos e acompanhamento criterioso de eventuais ameaças.
O ministro, que também atua como vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), tem contado com segurança reforçada em seus compromissos no STF, TSE e demais locais, após ocorrências que geraram receios desde o início do ano, embora detalhes dessas situações não tenham sido divulgados.
A nova abordagem de segurança envolve a Secretaria de Polícia Judicial e a presidência do STF, atualmente sob comando de Edson Fachin, com participação da equipe do gabinete do ministro para viabilizar as alterações.
Em março, Mendonça decretou a segunda prisão de Daniel Vorcaro, ex-dono do banco Master, após a Polícia Federal encontrar mensagens em seu celular que citam uma milícia privada chamada “A Turma”, destinada a coagir e ameaçar desafetos.
Além do cargo no STF, Mendonça é professor na Universidade Mackenzie, visitante na Universidade de Salamanca (Espanha), fundador do Instituto Iter e pastor na Igreja Presbiteriana de Pinheiros, em São Paulo. Em todas essas atividades, ele agora conta com agentes de segurança designados pelo Supremo, inclusive servidores à paisana durante suas pregações.
Embora todos os ministros do STF tenham acompanhamento constante, as medidas de segurança são adaptadas conforme o perfil e o cenário de risco, sendo revisadas periodicamente.
Os casos Master e INSS são atualmente dois dos processos mais sensíveis em tramitação no STF, envolvendo parlamentares e autoridades com foro privilegiado, incluindo integrantes da corte.
No Congresso, a prisão de Vorcaro e o avanço do inquérito do INSS, que envolve um dos filhos do presidente Lula (PT), reforçaram a percepção entre políticos do centrão de que Mendonça terá papel decisivo nas eleições de outubro.
Mendonça foi designado relator do caso Master após a saída de Dias Toffoli, decisão tomada em reunião dos ministros em 12 de fevereiro, após revelações sobre ligações de Toffoli com o banco. Ele também substituiu Toffoli em processos relacionados à fraude no INSS.
Fonte: FOLHA DE SP | POLITICA









