Fundada em 22 de junho de 1976, a seção Tendências / Debates da Folha de S.Paulo completa 50 anos consolidada como uma arena aberta às divergências e ao pluralismo de opiniões, uma iniciativa pioneira na imprensa brasileira.
Durante episódios marcantes, como os protestos contra o desemprego em abril de 1983 na zona sul de São Paulo, a seção publicou artigos de líderes políticos, econômicos e sociais, oferecendo múltiplos pontos de vista sobre os acontecimentos. Entre os colaboradores estiveram o então vice-governador Orestes Quércia, o presidente da Associação Comercial de São Paulo Guilherme Afif Domingos, o padre Paul-Eugène Charbonneau, o médico e ex-deputado federal David Lerer, além de professores da USP como José Pastore e Reginaldo Prandi.
O espaço foi fundamental para estimular o debate público durante a redemocratização do Brasil, publicando artigos de todos os presidentes da República do período, inclusive textos emblemáticos como o de Fernando Collor em 1993, após seu afastamento do cargo.
Segundo Luiz Frias, publisher da Folha, “a seção nasceu em plena ditadura, e o princípio de ouvir diferentes vozes e expor mais de um lado de cada questão acabou por se espalhar pela imprensa brasileira, tornando-a menos engajada, mais plural e, por consequência, mais independente”.
A abertura da seção mantém até hoje o texto original escrito pelo diretor de Redação Cláudio Abramo: “Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo”.
Fonte: FOLHA DE SP | POLITICA









