O presidenciável pelo PSD, Ronaldo Caiado, dispõe de um pelotão de 51 policiais militares de Goiás para garantir sua segurança pessoal e de seus familiares em São Paulo, onde movimenta sua campanha à Presidência da República.
Esse número supera a quantidade típica de um pelotão militar, que é composto por cerca de 40 soldados, e ultrapassa em mais de seis vezes o limite de agentes previsto para ex-presidentes, que é de até oito servidores, sendo quatro destinados à segurança e apoio.
A decisão de ampliar o efetivo ocorreu após a renúncia de Caiado ao governo de Goiás, em 31 de março de 2026. No dia 1º de abril, o secretário-chefe da Casa Militar de Goiás, Marco Aurélio Godinho, publicou portaria no Diário Oficial do estado estabelecendo novas regras para a segurança de ex-governadores, incluindo a extensão da proteção a familiares e a possibilidade de indicação dos policiais que comporiam a equipe.
O benefício é concedido a políticos que exerceram o cargo de governador por mais de três anos; Caiado esteve à frente do governo por sete anos e três meses. A portaria também determina que a Casa Militar do estado é responsável pela estrutura de transporte, hospedagem e demais recursos logísticos necessários.
Embora a Constituição estadual preveja a segurança para ex-governadores, não havia limites explícitos para o número de agentes. Um decreto de 2011 recomendava parcimônia, sugerindo que dez agentes já seriam um número excessivo.
De acordo com documento obtido pela Folha, o custo mensal apenas com salários dos 51 policiais militares é de R$ 797,5 mil, sem considerar gratificações, funções comissionadas e despesas adicionais como diárias.
Em resposta, a Secretaria da Casa Militar de Goiás afirmou que o efetivo não é fixo e atua em sistema de revezamento conforme a necessidade operacional, e que não divulga informações sobre o efetivo por questões de segurança institucional.
Ronaldo Caiado declarou que possui quatro integrantes em sua equipe de segurança, que se revezam conforme escala, e ressaltou que a escolta é uma proteção necessária devido ao seu enfrentamento a facções criminosas como o PCC e o Comando Vermelho durante seu mandato. Ele destacou que a garantia de segurança a ex-governadores e suas famílias está prevista na Constituição do Estado desde 2010.
Fonte: FOLHA DE SP | POLITICA








