Com apenas um empate sem gols na primeira rodada — graças à brilhante atuação do goleiro Vozinha no jogo entre Cabo Verde e Espanha — a Copa do Mundo de 2026 registrou uma média de 3,1 gols por partida, a maior desde o Mundial de 1958, que teve 3,6 gols por jogo.
Na edição de 2022, a média foi de 2,6 gols por jogo na primeira rodada, com quatro partidas terminando em 0 a 0. A mesma média foi observada em 2014 e 2018. A maior média histórica ocorreu em 1954, na Suíça, com 5,34 gols por partida.
Entre as goleadas da primeira rodada deste ano, a maior foi protagonizada pela Alemanha, tetracampeã mundial, que venceu Curaçao, estreante em Copas, por 7 a 1.
A seleção europeia liderou o ranking de finalizações certas, com 12 chutes a gol — sete convertidos em gols e cinco defendidos. Curaçao teve duas finalizações certas, com um gol, e outras seis para fora.
Por outro lado, a Turquia foi a equipe que mais finalizou até o momento, com 30 tentativas. Destes, 12 foram bloqueados pela defesa australiana, 10 foram para fora e oito na direção certa, todas defendidas pelo goleiro Beach. A Austrália venceu a Turquia por 2 a 0.
Em contrapartida, Iraque, Paraguai e Portugal finalizaram apenas uma vez ao gol adversário, convertendo o lance em gol. No entanto, Iraque e Paraguai foram goleados por 4 a 1 por Noruega e Estados Unidos, respectivamente, e Portugal empatou em 1 a 1 com a República Democrática do Congo.
Outro destaque negativo foi a Espanha, que mais chutou para fora na primeira rodada, com 12 das 27 finalizações errando o alvo. Espanhóis e caboverdianos empataram em 0 a 0, resultado comemorado pelo país africano.
No quesito dribles, os Estados Unidos lideraram com 35 tentativas, 22 delas bem-sucedidas (62,9%). A Austrália teve menor volume, mas maior eficiência, com 8 dribles convertidos em 11 tentativas (72,7%).
Estreantes no torneio, Curaçao e Uzbequistão tiveram aproveitamento de dribles acima de 50%, com 57% (12 de 21) e 50% (5 de 10), respectivamente.
Na eficiência dos desarmes, a Espanha liderou com 92% de sucesso (12 em 13 tentativas). Argentina, que se destacou ofensivamente com três gols de Messi, teve 70% de desarmes bem-sucedidos, enquanto a França de Mbappé registrou 73%.
Em passes, a Espanha também liderou com 800 toques e 734 acertos, alcançando 91,8% de precisão. Portugal teve maior precisão, com 724 passes certos em 783 toques (92,5%).
A fase de grupos contabilizou 603 finalizações das seleções, sendo 63% (381) realizadas dentro da área, buscando melhores posições para balançar as redes. A Holanda empatou em 2 a 2 com o Japão, com todas as dez finalizações da equipe feitas dentro da área.
Fonte: FOLHA DE SP | ESPORTES









