Uma das favoritas ao título da Copa do Mundo 2026, a seleção da França fará sua estreia no torneio nesta terça-feira (16), às 16h (horário de Brasília), contra o Senegal, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, Estados Unidos.
Comandada pelo técnico Didier Deschamps, a França, bicampeã mundial (1998 e 2018), chega ao Mundial com o objetivo de superar a derrota na final da Copa do Qatar 2022, quando perdeu para a Argentina nos pênaltis.
O confronto revive um episódio marcante da história das Copas: na edição de 2002, a França, então favorita, foi surpreendida pelo Senegal na estreia, em Seul, Coreia do Sul, perdendo por 1 a 0 em uma das maiores zebras do torneio. Naquele Mundial, o Senegal avançou até as quartas de final, enquanto a França foi eliminada na primeira fase.
O técnico Deschamps afirmou que, apesar das ambições da equipe, não considera a França a principal favorita para o título. “Temos muito potencial, mas não vou dizer que a França é melhor do que as outras equipes. O grande favorito é a Espanha, não tenho dúvidas sobre isso”, declarou em entrevista na segunda-feira (15).
Do lado senegalês, a equipe busca apagar a frustração da última Copa Africana de Nações, quando conquistou o título em campo contra Marrocos, mas teve a vitória anulada pela confederação local devido a um protesto durante a final. O Senegal sonha em repetir a campanha histórica de 2002 e avançar ao mata-mata do Mundial.
A estrela do Senegal, Sadio Mané, que atua no Al-Nassr da Arábia Saudita, participa de sua segunda Copa do Mundo, após ter jogado em 2018 e ficado de fora da edição de 2022 por lesão.
Na França, Kylian Mbappé, recordista de gols em finais de Copa, é a principal esperança de gols. Caso marque cinco vezes nesta edição, superará Miroslav Klose como maior artilheiro da história do torneio.
França e Senegal, que estão no Grupo I, representam também uma rivalidade simbólica entre antiga metrópole e colônia, já que Senegal conquistou sua independência da França em 1960. Apesar das boas relações mantidas desde então, tensões políticas e militares persistem na relação entre os dois países.
Fonte: FOLHA DE SP | ESPORTES









