Apesar das pressões do PT e de setores do governo para modificar o arcabouço fiscal em um possível novo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, a equipe econômica do governo mantém a defesa da regra vigente, embora reconheça que a discussão sobre ajustes é legítima.
Para 2027, a meta é alcançar um superávit primário de 0,5%, com tolerância de 0,25%. Segundo um integrante do governo, a intenção é focar no centro da meta e resistir às pressões por aumento de gastos que possam comprometer esse objetivo.
Diversas lideranças petistas, como a deputada Gleisi Hoffmann (PR) e o coordenador do programa de governo de Lula, José Sergio Gabrielli, defendem que o arcabouço fiscal inclua exceções para permitir maior investimento público.
Uma fonte ligada à área econômica afirmou que o arcabouço, criado na gestão do ex-ministro Fernando Haddad, “veio para ficar” e é fundamental para que a relação dívida/PIB comece a diminuir nos próximos anos.
O governo também destaca que a lista de benefícios anunciados por Lula nos últimos meses, que pressionam o orçamento, já se esgotou neste ano. Entre esses benefícios estão o novo programa Desenrola, subsídios para combustíveis devido à guerra no Irã e linhas de financiamento especiais para veículos de transporte e entregadores.
Além disso, o projeto de zerar a fila do INSS até o fim de 2026, com custo estimado em R$ 11 bilhões, é outro fator que poderá gerar despesas adicionais.
Fonte: FOLHA DE SP | POLITICA









