Como é o drone marítimo usado pelos EUA para resgatar tripulantes de helicóptero abatido no Estreito de Ormuz

**Drone marítimo dos EUA realiza resgate de tripulantes de helicóptero abatido no Estreito de Ormuz**

No início desta semana, um drone marítimo foi utilizado para resgatar dois membros da tripulação de um helicóptero Apache do Exército dos Estados Unidos, abatido próximo ao litoral de Omã, no Estreito de Ormuz. Este é o primeiro caso conhecido publicamente em que uma embarcação não tripulada foi empregada em uma missão de salvamento no mar, conforme informações divulgadas pelo Comando Central dos EUA (Centcom).

O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que o helicóptero foi derrubado por forças iranianas na região, que tem enfrentado bloqueios frequentes desde o início do conflito entre os dois países. Segundo o Centcom, os soldados foram resgatados em aproximadamente duas horas e encontram-se em condição estável.

O drone utilizado na operação é o "Corsair", fabricado por uma empresa texana especializada em veículos marítimos não tripulados. Com 7,3 metros de comprimento, capacidade para transportar até 450 kg e velocidade superior a 64 km/h, o Corsair possui um convés plano semelhante ao de um barco de pesca e pode acomodar entre três e quatro pessoas, segundo o especialista Bryan Clark, do Hudson Institute.

Além disso, o Corsair está equipado com uma câmera de 360 graus, radar para navegação de longo alcance e sensores de radiofrequência para coleta de inteligência. A Marinha dos EUA possui cerca de 50 unidades deste drone, que são geralmente empregados em operações de detecção de minas e vigilância, embora estejam sendo testados para outras funções no Estreito de Ormuz.

A operação de resgate foi conduzida pela Força-Tarefa 59, unidade da Marinha dos EUA dedicada a sistemas não tripulados, criada em 2021. O drone foi provavelmente operado manualmente por controle remoto para garantir precisão na localização dos militares, que subiram a bordo do veículo no mar. Posteriormente, foram transferidos para outra embarcação e içados por um helicóptero.

Especialistas ressaltam que o uso do drone evitou o envio de navios ou helicópteros tripulados, que poderiam ter sido alvos de ataques. Embora o resgate não seja a missão principal do Corsair, sua utilização demonstra a adaptabilidade da tecnologia em situações perigosas.

Drones marítimos também têm sido empregados em conflitos internacionais, como na guerra entre Ucrânia e Rússia, onde são usados para ataques contra navios militares, embora não haja registro de uso em missões de resgate semelhantes.

A operação no Estreito de Ormuz marca um avanço significativo no uso de veículos autônomos em missões militares de alto risco, refletindo o investimento crescente do Pentágono, que em 2025 firmou contrato de US$ 392 milhões para a produção dessas embarcações.

Fonte: link original

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Paulo Mathias

Colunista - Interage Goiânia.

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