**Fifa exige mudança nos nomes dos estádios dos EUA durante Copa do Mundo para ocultar marcas comerciais**
*Washington, 13 de junho de 2026* – Os torcedores que acompanharam a partida entre Estados Unidos e Paraguai na última sexta-feira (12), a primeira da Copa do Mundo de 2026 realizada em solo americano, notaram uma novidade: o estádio onde o jogo ocorreu foi identificado como “Estádio de Los Angeles”, nome pouco conhecido localmente.
O local, tradicionalmente chamado SoFi Stadium, casa das equipes da NFL Rams e Chargers, teve seu nome oficial alterado temporariamente devido à política da Fifa que proíbe a exibição de marcas comerciais que não sejam patrocinadoras oficiais do torneio. Essa regra, conhecida como “estádio limpo”, visa evitar a promoção de empresas que não tenham vínculo direto com a entidade organizadora.
Estádios com naming rights assinados por grandes empresas, como SoFi, MetLife e NRG, tiveram seus nomes substituídos por denominações genéricas relacionadas às cidades-sede, como Estádio de Nova York e Nova Jersey e Estádio de Houston, durante o evento esportivo.
Rick Burton, professor emérito da Falk College of Sport da Universidade de Syracuse, comentou à AFP que as empresas não ficaram satisfeitas, pois investiram valores elevados para garantir visibilidade, mas essa situação era inevitável diante das regras da Fifa. Ele destacou ainda que, ao contrário da Copa do Mundo de 2022 no Qatar, onde foram construídos estádios específicos para o torneio, a edição de 2026 utiliza instalações já existentes, o que torna essas mudanças de nome mais evidentes.
O BC Place, em Vancouver, é o único estádio da Copa de 2026 que não foi afetado pela regra, mantendo seu nome oficial durante o evento. A Fifa esclareceu em seu site oficial que os nomes dos estádios foram adaptados para refletir as cidades-sede e podem diferir dos nomes usados localmente.
Nem todos os locais conseguiram ocultar completamente as marcas. O Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, renomeado para Estádio de Atlanta, manteve visível o logotipo gigante da montadora instalado na cobertura, já que cobri-lo poderia danificar a estrutura. A entidade máxima do futebol permitiu a permanência do símbolo, conforme reportagens da imprensa americana.
Em comunicado ao veículo The Athletic, a Fifa afirmou que está trabalhando em estreita colaboração com as autoridades dos estádios e das cidades-sede para implementar os requisitos de proteção de marca, levando em conta as particularidades operacionais e de infraestrutura de cada local, conforme as edições anteriores do torneio.
Em Seattle, a empresa de telecomunicações Lumen, patrocinadora do estádio que recebe os Seahawks (NFL) e os Sounders (MLS), adotou uma abordagem bem-humorada para a situação. Produziu um vídeo em que Ryan Asdourian, diretor de estratégia e marketing da companhia, aparece vestido com capacete e colete de segurança, vasculhando o estádio para garantir que a marca Lumen não apareça durante a Copa.
À medida que torcedores do mundo todo chegam à cidade e ao estádio, Asdourian afirma no vídeo que sua missão é assegurar que a marca da empresa não seja exibida em nenhum lugar, apesar de o próprio vídeo destacar o logotipo da Lumen de forma divertida.
Essa adaptação dos nomes dos estádios é parte das medidas da Fifa para proteger seus patrocinadores oficiais e manter o controle sobre a exposição das marcas durante o evento esportivo.
Fonte: link original









