A mais política das Copas do Mundo – O Assunto #1737

A Copa do Mundo de 2026, que começa nesta quinta-feira (11), traz duas grandes novidades: será a primeira edição disputada por 48 seleções, um aumento em relação às 32 equipes da última edição em 2022, e contará com três países-sede simultâneos — Estados Unidos, Canadá e México. Durante pouco mais de um mês, milhões de torcedores devem comparecer aos estádios para acompanhar o maior evento esportivo do planeta.

No entanto, o torneio enfrenta desafios significativos, tanto financeiros quanto políticos. Os ingressos estão entre os mais caros já registrados na história das Copas, o que limita o acesso de muitos fãs. Além disso, sob a administração do ex-presidente Donald Trump, os Estados Unidos adotaram políticas restritivas de imigração que dificultam a entrada de torcedores, atletas e delegações, gerando críticas e preocupações no cenário internacional.

Dentro das quatro linhas, a competição pode marcar o encerramento da era de dois ícones do futebol mundial: Lionel Messi e Cristiano Ronaldo. A Seleção Brasileira, pentacampeã e única equipe com cinco títulos, busca superar as expectativas e conquistar o tão sonhado hexacampeonato, agora sob o comando do técnico Carlo Ancelotti.

No podcast "O Assunto" (episódio 1737), a jornalista Natuza Nery conversa com Guga Chacra, comentarista da Globonews, TV Globo, CBN e jornal O Globo, que analisa o clima político nos Estados Unidos e a relação entre Gianni Infantino, presidente da FIFA, e Donald Trump. Em seguida, André Rizek, editor-chefe e apresentador do Seleção Sportv e Fechamento Sportv, traz a análise esportiva da Copa, destacando favoritos, possíveis surpresas e as perspectivas do Brasil na competição.

O podcast "O Assunto" é produzido pelo g1 e está disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde sua estreia em agosto de 2019, acumula mais de 168 milhões de downloads e 14,2 milhões de visualizações no YouTube.

Enquanto isso, a política restritiva de vistos nos Estados Unidos tem impactado o setor hoteleiro, com reservas abaixo do esperado, e afastado turistas que planejavam acompanhar a Copa. A Organização das Nações Unidas (ONU) chegou a solicitar que os EUA revisem suas políticas de imigração durante o evento para facilitar o acesso dos visitantes.

Além disso, casos como o do árbitro somali impedido de entrar no país, que retornou à Somália e foi recebido como herói, ilustram as dificuldades enfrentadas por participantes da Copa devido às barreiras políticas.

Com um novo formato que prevê 104 partidas, a Copa do Mundo de 2026 promete ser histórica, mas também a mais política das edições já realizadas.

Fonte: link original

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Postado por:

Paulo Mathias

Colunista - Interage Goiânia.

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