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Da moda ao arrependimento: remoção de tatuagem cresce e revela nova relação com a estética

Busca por naturalidade, avanço da tecnologia e mudanças de comportamento impulsionam um mercado que cresce silenciosamente no país

Durante anos, sobrancelhas marcadas e altamente definidas foram sinônimo de modernidade e sofisticação. Hoje, o cenário é outro. A busca por um visual mais natural e atemporal tem levado um número crescente de brasileiros a recorrer à remoção de tatuagens e micropigmentações antigas, um movimento que ganha força especialmente entre mulheres que desejam suavizar a expressão facial e alinhar a imagem a novos padrões estéticos e profissionais.

O Brasil vive um momento inédito quando o assunto é remoção de tatuagens. Estimativas do setor indicam que mais de 275 mil pessoas já procuraram procedimentos para apagar ou clarear desenhos, movimentando um mercado em expansão que pode alcançar até R$ 24 mil por tratamento, nos casos mais complexos, dependendo de fatores como cor, profundidade e extensão do pigmento.

Embora o fenômeno seja nacional, capitais fora do eixo Rio–São Paulo começam a despontar como polos de especialização. Em Goiânia, clínicas de estética avançada registram aumento expressivo na procura por remoção de tatuagem de sobrancelha, que é um procedimento delicado, realizado em área sensível do rosto e que exige protocolos específicos.

Na capital goiana, a clínica Nabeauty se tornou referência nesse tipo de tratamento ao adotar protocolos que combinam até três técnicas complementares: tecnologia a laser de última geração, microagulhamento e fotobiomodulação. O objetivo é promover a quebra gradual do pigmento sem comprometer a integridade da pele, reduzindo riscos de manchas, cicatrizes ou alterações permanentes na região.

“Cada pele reage de uma forma. Antes de qualquer procedimento, é feita uma avaliação criteriosa que leva em conta o histórico da cliente, o tipo de pigmento utilizado e a profundidade da aplicação”, explica Nathalia Beauty, fundadora da Nabeauty. Segundo ela, o processo costuma ocorrer em poucas sessões, sempre respeitando o tempo biológico de regeneração da pele.

Entre as principais queixas estão pigmentos que, com o passar dos anos, oxidam e assumem tons acinzentados, azulados ou avermelhados — efeito comum em técnicas antigas de micropigmentação. Soma-se a isso a mudança no gosto estético: sobrancelhas extremamente marcadas perderam espaço para formatos mais sutis, com aparência próxima ao fio natural.

Especialistas apontam que a tendência vai além da estética. Uma imagem mais neutra e “clean” tem sido cada vez mais associada a ambientes corporativos e a determinados segmentos sociais, influenciando decisões relacionadas à imagem profissional, ao reposicionamento de carreira e até à percepção de autoridade e credibilidade.

O movimento ganhou ainda mais visibilidade com a adesão de celebridades. Artistas como Anitta, que vem removendo gradualmente suas tatuagens, além de nomes como Deborah Secco, Viviane Araújo e Bárbara Evans, já passaram por processos de remoção ou cobertura de desenhos antigos. Para muitas pessoas, a decisão está ligada ao desejo de renovar a estética, marcar uma nova fase da vida ou abandonar símbolos que já não representam mais sua identidade.

Um mercado em consolidação

Embora as tatuagens continuem populares, o crescimento expressivo da procura por remoção mostra que a flexibilidade estética passou a ocupar um lugar central nas escolhas dos brasileiros. Com o avanço das tecnologias a laser e maior acesso à informação, o procedimento deixou de ser tabu e se consolidou como uma alternativa segura e cada vez mais comum.

Em cidades como Goiânia, clínicas como a Nabeauty exemplificam como esse mercado vem se estruturando fora dos grandes centros tradicionais, unindo tecnologia, protocolos rigorosos e acompanhamento personalizado, em sintonia com um novo momento da estética no Brasil.

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Postado por:

Paulo Mathias

Colunista - Interage Goiânia.

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