Após atuar como secretário de Assuntos Federativos no Palácio do Planalto, André Ceciliano (PT) optou por concorrer a deputado estadual no Rio de Janeiro em 2026, visando retomar a presidência da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) a partir de 2027.
O petista busca assumir o comando da Casa em meio a uma nova crise, marcada pela prisão do último ex-presidente Rodrigo Bacellar (União Brasil) e de outros dois deputados por suspeitas de corrupção e associação com o tráfico.
Ceciliano presidiu a Alerj inicialmente em 2017, durante licenças médicas do então presidente Jorge Picciani e do primeiro vice Wagner Montes, e foi eleito oficialmente para o cargo em 2019, sendo reeleito em 2021. Entre os cinco presidentes eleitos da Alerj neste século, ele é o único que não foi preso.
O atual presidente da Alerj é Douglas Ruas (PL). Ceciliano defende que a crise atual pode contribuir para a depuração do parlamento estadual, preservando deputados comprometidos e afastando os que não honram a confiança popular.
Ele destaca conquistas da Alerj sob sua gestão, como a política de cotas nas universidades, o fim do voto secreto para cassação de deputados e o passe livre para estudantes, ressaltando a importância do voto consciente para a requalificação da Casa.
Durante suas gestões, Ceciliano afirma ter descentralizado recursos, cortado custos e economizado cerca de R$ 500 milhões anualmente, além de implementar processos de licitação filmados para garantir transparência.
Uma das iniciativas destacadas foi a criação da Assessoria Fiscal da Alerj, liderada pelo economista Mauro Osório (UFRJ), da qual participou a atual presidente da Petrobras, Magda Chambriard. A Alerj também encomendou à UFRJ e UFRRJ uma Matriz de Insumo-Produto para planejamento de investimentos no estado, elaborada por equipe que incluiu a ministra da Gestão, Esther Dweck.
Além disso, a carreira política do filho de Ceciliano, Andrezinho Ceciliano (PT), prefeito de Paracambi, influenciou sua decisão de concorrer a deputado estadual, para apoiar o município e facilitar a destinação de emendas.
Fonte: FOLHA DE SP | POLITICA









