Neymar soma dez gols e duas assistências em Copas, representando 37% dos gols do Brasil nas três edições em que participou efetivamente, sem contar os minutos jogados em 2026. Vinicius Junior, por sua vez, tem 53% de participação nos 15 gols da seleção nas últimas duas Copas.
Embora nenhum dos dois atue como centroavante, ambos jogam com liberdade tática. A entrada de Neymar exige que Vinicius retorne mais para ajudar na marcação e no combate ao volante adversário, um ajuste que o técnico Carlo Ancelotti precisa gerir para o duelo contra o Japão, marcado para segunda-feira (29).
Se o jogo estiver decidido aos 30 minutos do segundo tempo, Neymar pode entrar para ganhar ritmo. Caso o placar esteja empatado e haja perspectiva de prorrogação, a decisão sobre sua substituição será mais complexa, pois a equipe depende da estrutura que permite a Vinicius ser o principal destaque.
Somente Jairzinho, Ronaldo, Rivaldo e Romário marcaram gols em todos os três jogos da fase de grupos antes de Vinicius Junior, que já supera Neymar em participação nos gols do Brasil nas últimas Copas.
Antes do Mundial, Ancelotti afirmou: “Não quero jogadores que desejem ser eleitos o melhor do mundo. Quero os que queiram ser campeões do mundo”. Essa filosofia remete ao exemplo de Kaká, eleito melhor do mundo em 2007 após vencer a Champions League com o Milan, destacando-se como parte de uma equipe organizada.
Vinicius Junior compartilha dessa consciência, tendo sido eleito melhor do mundo após conquistar a Champions e agora com a chance de erguer o troféu da Copa do Mundo com o Brasil.
O futebol é um esporte coletivo, diferente do tênis, e essa dinâmica ficou evidente na fase de grupos, onde jogadores como Cristiano Ronaldo atuam em posições específicas para maximizar o desempenho da equipe.
Fonte: FOLHA DE SP | ESPORTES









