Na Copa do Mundo de 2026, a presença massiva da propaganda comercial, especialmente de casas de apostas, tem chamado atenção, inclusive durante as paradas para hidratação nas partidas. Essa exposição amplia preocupações sobre o aumento do número de viciados e os impactos mentais e financeiros, principalmente entre os mais pobres, que podem gastar recursos destinados a necessidades essenciais. A mensagem “Jogue com responsabilidade” ao final dos anúncios é considerada por críticos, como Sérgio Rodrigues, um conselho cínico.
Além disso, o torneio tem visto um crescimento significativo em enquetes, manchetes de recordes e estatísticas, muitas vezes com comparações complexas e variáveis, que compõem uma verdadeira máquina de informações. Embora as estatísticas sejam importantes, é fundamental analisar o jogo com profundidade, como destaca o colunista PVC.
Estratégias Táticas do Brasil
Contra o Haiti, o técnico Carlo Ancelotti escalou Rayan devido às suas características semelhantes às de Raphinha, que se destacava pela velocidade em diagonal para receber a bola nas costas dos defensores adiantados. Para o confronto contra a Escócia, marcado para 24 de junho, Ancelotti pode optar por Luiz Henrique, que atua aberto e pode ser eficaz contra a marcação recuada do adversário, ou ainda escalar um centroavante.
O meio-campo brasileiro deve manter o trio formado por Casemiro na posição central, Bruno Guimarães em um lado e Paquetá no outro. Paquetá, pela esquerda, contribui com lançamentos precisos que facilitam as jogadas de Vinicius Junior. Matheus Cunha, atuando mais próximo à área adversária, pode focar no ataque sem a necessidade de recuar para marcar pela esquerda. Essa formação com três meio-campistas proporciona maior equilíbrio entre marcação e construção de jogadas.
Texto por Tostão, cronista esportivo e ex-jogador das Copas de 1966 e 1970, formado em medicina.
Fonte: FOLHA DE SP | ESPORTES









