Na cidade de Los Angeles, que abriga a maior comunidade iraniana fora do Oriente Médio, a seleção do Irã entra em campo neste domingo (21), às 16h, para enfrentar a Bélgica em busca de sua primeira vitória na Copa do Mundo de 2026.
Além do desafio esportivo, a equipe iraniana enfrenta dificuldades nos bastidores do torneio. Na sexta-feira (19), a federação iraniana protocolou uma reclamação junto à FIFA contra as restrições impostas pelos Estados Unidos a cidadãos do Irã durante o Mundial, segundo a agência EFE. Para os dirigentes iranianos, essas limitações prejudicam a aclimatação e o descanso da equipe.
O técnico Amir Ghalenoei criticou publicamente a situação: “Deveríamos ter vindo para Los Angeles duas noites antes deste jogo, mas não permitiram. Era nosso plano ficar aqui essa noite, fazer a recuperação e voltar no dia seguinte, mas de novo não nos deixaram, e não sei o motivo. A seleção iraniana é talvez a mais oprimida da história das Copas do Mundo”. Ele também reclamou da ausência de parte da comissão técnica, o que obrigou os treinadores a acumular funções administrativas durante a partida, e informou que a delegação teve que deixar os EUA logo após o jogo contra a Nova Zelândia, na segunda-feira (15).
Em campo, o Irã empatou em 2 a 2 com a Nova Zelândia, resultado considerado insatisfatório, já que a seleção da Oceania é vista como o adversário mais fraco do Grupo G. Ainda assim, o Irã ocupa a segunda colocação do grupo, atrás apenas da Nova Zelândia, que lidera pelo critério de menos cartões amarelos.
Na outra partida do grupo, Bélgica e Egito empataram em 1 a 1, ficando com menos gols marcados. O desempenho do Irã contra a Nova Zelândia apresentou sinais positivos, com uma atuação mais ofensiva do que o habitual, embora os gols sofridos evidenciem fragilidades a serem corrigidas contra um adversário tecnicamente superior.
Com milhares de iranianos esperados nas arquibancadas de Los Angeles — muitos deles estabelecidos nos EUA após a Revolução Islâmica de 1979 —, o confronto representa uma oportunidade para a seleção persa focar nos resultados dentro de campo. Uma vitória aproximaria o Irã da classificação histórica para as oitavas de final.
Do lado belga, a equipe busca se firmar na competição. Favorita do grupo, a Bélgica não conseguiu transformar seu domínio contra o Egito em vitória na estreia, chegando pressionada para a segunda rodada. O elenco combina jogadores experientes, como Courtois e Kevin De Bruyne, com jovens talentos, como Doku, ponta veloz do Manchester City.
Mais tarde, às 22h, Egito e Nova Zelândia também entram em campo pelo Grupo G.
Fonte: FOLHA DE SP | ESPORTES









