Uma das novidades da Copa do Mundo de 2026, a pausa para hidratação tem sido alvo de vaias das torcidas nos estádios e críticas de jogadores e técnicos. Muitos afirmam que o intervalo de três minutos no meio de cada tempo quebra o ritmo do jogo, enquanto alguns atribuem a medida a interesses comerciais da Fifa.
O chamado “cooling break” foi anunciado pela entidade como uma forma de minimizar os efeitos do calor intenso sobre os jogadores durante as partidas. O torneio, que começou em 11 de junho e vai até 19 de julho, está sendo realizado nos Estados Unidos, México e Canadá.
Nos dois primeiros países, as temperaturas ultrapassam os 30°C, enquanto nas cidades canadenses o clima tem sido mais ameno. A parada ocorre por volta dos 22 minutos de cada tempo.
De fato, esses minutos abriram uma nova oportunidade de lucro para a Fifa, com mais propagandas nas transmissões televisivas e em plataformas de streaming, além de anúncios exibidos nos telões dos estádios e em squeezes e coolers usados pelas seleções, estampados com marcas dos patrocinadores oficiais.
Além disso, a pausa oferece aos técnicos a chance de passar instruções para toda a equipe, mesmo que rapidamente, algo além das conversas habituais à beira do campo com jogadores durante a partida.
O técnico da seleção portuguesa, Roberto Martínez, destacou que treinadores e equipes precisam estar conscientes de que a medida altera a dinâmica das partidas. “É um aspecto muito importante, revolucionário, porque agora o jogo acontece em quatro partes”, afirmou. “Já vemos isso em outros esportes.”
Esportes como basquete e vôlei já adotam intervalos regulares para ajustes táticos: o basquete é dividido em quatro períodos de dez minutos, com intervalos de 2 a 15 minutos, enquanto o vôlei permite dois tempos de descanso de 30 segundos por set e um intervalo de três minutos entre os sets.
O futebol americano, citado como exemplo de sucesso na exploração publicitária durante os intervalos, também divide a partida em quatro períodos.
Fonte: FOLHA DE SP | ESPORTES









