As urnas fecharam às 16h locais (18h no Brasil) deste domingo, 21 de junho de 2026, na Colômbia, encerrando a votação para a escolha do próximo presidente do país. A contagem dos votos já começou, com resultados preliminares previstos para serem divulgados durante a noite.
O segundo turno da eleição presidencial foi marcado por uma forte polarização, que chegou a envolver símbolos nacionais como as cores da bandeira colombiana e a camisa da seleção de futebol, em meio à Copa do Mundo.
O ultradireitista Abelardo de la Espriella, candidato de direita, pediu que seus apoiadores usassem a camisa da seleção no primeiro turno, realizado em 31 de maio. No entanto, no segundo turno, muitos eleitores do adversário, o senador Iván Cepeda, aliado do atual presidente Gustavo Petro, também adotaram a camisa e a bandeira da Colômbia como símbolos de apoio.
A médica Paula Mora, 34 anos, por exemplo, usou uma camiseta branca com as cores da bandeira e uma ilustração de Jorge Eliécer Gaitán, líder político assassinado em 1948, para diferenciar seu voto de esquerda da extrema direita representada por Espriella.
Os apoiadores de Cepeda organizaram sessões de serigrafia para personalizar camisas da seleção com figuras de esquerda, enquanto o próprio senador chegou a questionar o uso da camisa pelo adversário junto à Federação Colombiana de Futebol.
Na véspera da votação, manifestantes pró-Cepeda distribuíram santinhos em formato de figurinhas de álbum e panfletos com tabelas para apostas nos jogos da Copa do Mundo, com a frase “No segundo turno viramos”.
Apesar da expectativa de uma possível virada, pesquisas indicam que o ultradireitista Abelardo de la Espriella mantém vantagem sobre Iván Cepeda, que ficou quase três pontos percentuais atrás no primeiro turno.
O clima de polarização era evidente nos locais de votação, com manifestações e provocações entre os apoiadores dos candidatos, incluindo gritos inspirados no presidente argentino Javier Milei, uma referência para Espriella.
Paula Mora expressou sua preocupação com a possibilidade da extrema direita vencer, destacando a violência e polarização que o candidato representa, e ressaltou a importância da alternância de poder.
Enquanto isso, jovens eleitores como Samuel Esteban, 20 anos, também compareceram às urnas vestindo a camisa da Colômbia, demonstrando o engajamento da população em um pleito considerado decisivo para o futuro político do país.
Fonte: FOLHA DE SP | ESPORTES









