As pausas para hidratação implementadas nas partidas da Copa do Mundo de 2026, realizada nos Estados Unidos, México e Canadá, têm causado descontentamento entre jogadores e torcedores. A medida, adotada para proteger a saúde dos atletas diante do calor intenso em grande parte da América do Norte durante junho, tem sido criticada principalmente pelo uso desses intervalos para inserção de anúncios extras por algumas emissoras de TV.
Tradicionalmente, o futebol é um jogo de fluxo contínuo, com cada tempo durando 45 minutos e interrupções limitadas a eventos como gols ou saídas de bola. No entanto, a partir da decisão da Fifa em dezembro do ano passado, as pausas para hidratação passaram a ser regulares e consistentes, ocorrendo na metade de cada tempo, com duração de três minutos.
Apesar da justificativa médica, as paradas têm sido alvo de vaias e reclamações nas redes sociais, já que interrompem o ritmo da partida e, segundo alguns torcedores, podem afetar o desempenho das equipes. Jogadores e técnicos também demonstram reservas; Mauricio Pochettino, técnico dos Estados Unidos, declarou que prefere as pausas apenas em condições extremas, enquanto o astro holandês Virgil van Dijk expressou desagrado com a novidade.
Além disso, a inserção de comerciais durante esses intervalos por emissoras como a Fox nos Estados Unidos tem ampliado a insatisfação, enquanto outras, como a Telemundo, optaram por não veicular anúncios nesse momento.
Por outro lado, alguns técnicos, como Carlo Ancelotti, do Brasil, reconheceram que as pausas permitiram ajustes táticos importantes durante as partidas. Ainda assim, a percepção de que as pausas quebram o “embalo” do jogo persiste entre parte do público, especialmente quando gols são marcados logo após esses intervalos, como ocorreu na partida entre Inglaterra e Croácia no dia 17 de junho.
Fonte: FOLHA DE SP | ESPORTES









