A Copa do Mundo 2026 marcou a estreia do uso de câmeras corporais pelos árbitros durante as partidas. O dispositivo, posicionado na altura da orelha, oferece aos espectadores uma perspectiva semelhante à do juiz em lances importantes, como gols e defesas difíceis.
As imagens e o áudio captados pela câmera sem fio são utilizados em transmissões de televisão ao vivo e também auxiliam nas análises de lances polêmicos após os jogos. Além disso, o sinal das câmeras fica disponível para o árbitro assistente de vídeo (VAR).
Contudo, existem restrições quanto ao conteúdo a ser compartilhado com o público. Imagens de agressões, faltas graves ou lesões só podem ser divulgadas após aprovação da Fifa e da emissora detentora dos direitos de transmissão.
Testes e implementação
A Fifa realizou os primeiros testes das câmeras corporais em 2025, durante a Copa do Mundo de Clubes nos Estados Unidos. Antes disso, em 2024, o recurso foi testado offline na Copa Intercontinental, vencida pelo Real Madrid, mas sem transmissão em tempo real.
Objetivos da tecnologia
Segundo a Fifa, a adoção das câmeras corporais visa ajudar o público a compreender a complexidade e a pressão enfrentadas pelos árbitros na tomada de decisões. A tecnologia também pode aprimorar o treinamento dos juízes e contribuir para a redução de abusos contra eles.
Funcionamento durante falhas técnicas
Em caso de defeito no dispositivo, o jogo não é interrompido. A Fifa orienta que reparos ou substituições sejam realizados apenas durante os intervalos previstos, como pausas para hidratação ou ao final do primeiro tempo.
Foto: O árbitro brasileiro Wilton Pereira Sampaio usando a câmera corporal implementada pela Fifa na estreia do Mundial, na partida entre México e África do Sul, que teve três expulsões. (Raquel Cunha/Reuters)
Fonte: FOLHA DE SP | ESPORTES









