O cronista esportivo Tostão, ex-jogador das Copas de 1966 e 1970 e formado em medicina, avaliou a atuação da seleção brasileira após o empate por 1 a 1 contra Marrocos na Copa do Mundo de 2026.
Segundo ele, a equipe, muito festejada antes da estreia, passou a ser bastante criticada, especialmente o volante Casemiro, que apesar do bom desempenho recente no Manchester United e sob o comando de Carlo Ancelotti, foi alvo de críticas pelos passes errados e falta de mobilidade na partida.
Tostão destacou que as características técnicas e físicas de Casemiro, centradas na marcação e pouca mobilidade, estão cada vez mais em desuso no futebol moderno. Ele ressaltou que os grandes jogadores da posição atualmente marcam, possuem ótimos passes, tocam a bola e avançam, funcionando como elo entre meio-campo e ataque, citando exemplos como Vitinha de Portugal, Valverde do Uruguai e Bouaddi de Marrocos.
O cronista sugeriu que Casemiro deveria atuar mais recuado e centralizado, com meio-campistas ao seu lado que defendam, construam e ataquem, criticando a atual estrutura tática da seleção, que utiliza dois volantes (Casemiro e Bruno Guimarães) e Paquetá como armador pela ponta.
Além disso, Tostão afirmou que a seleção brasileira deveria mudar o padrão das últimas décadas, que apresenta pouca aproximação e troca de passes no meio-campo, além da dependência de lances individuais, como o gol de Vinicius Junior contra Marrocos.
Ele lembrou que derrotas históricas, como o 7 a 1 contra a Alemanha e o 4 a 1 contra a Argentina, refletem a pouca associação dos jogadores do meio-campo e a pressa em chegar ao gol, destacando a importância de alternar momentos de aceleração e cadência durante o jogo.
Por fim, Tostão apontou que a seleção não pode contar com laterais que atuem apenas na marcação, indicando a necessidade de uma equipe mais equilibrada e dinâmica.
Fonte: FOLHA DE SP | ESPORTES









