Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, vítima fatal de um acidente no salto de rope jump na ponte do Esqueleto, em Limeira, São Paulo, no dia 13 de junho de 2026, tem sua memória desrespeitada nas redes sociais. Após a tragédia causada por falhas na atividade, a jovem sofre uma série de ataques virtuais que incluem apologia à violência e vilipêndio do cadáver.
O acidente, resultado da negligência em um país marcado por obras inacabadas e fiscalização insuficiente, foi apenas o primeiro capítulo da morte da jovem. Nas redes, o luto deu lugar a crimes contra a honra e à misoginia, com a imagem da vítima sendo usada para alimentar conteúdos de cunho sexual e voyeurístico.
Especialistas e familiares denunciam que essa exploração midiática é alimentada por plataformas digitais que monetizam o conteúdo, sob o argumento de liberdade de expressão, enquanto a sociedade assiste à transformação da tragédia em espetáculo.
O caso ressalta a necessidade de respeito à memória das vítimas e de justiça para as famílias, além de um debate urgente sobre o comportamento nas redes sociais diante de tragédias humanas.
Fonte: FOLHA DE SP | POLITICA









