Portugal aposta em otimismo e superstições para a estreia na Copa de 2026

Lisboa – “Comer bacalhau para Portugal ganhar.” O anúncio da maior rede de supermercados do país evoca uma superstição e reflete o otimismo dos portugueses para a Copa do Mundo de 2026.

Após seis décadas, Portugal volta a ser considerado um dos favoritos ao título mundial, ao lado de Espanha, França, Argentina e Inglaterra. A seleção portuguesa estreia nesta quarta-feira (17), às 14h, contra a República Democrática do Congo, pelo Grupo K.

Em 1966, com o lendário Eusébio, Portugal conquistou o terceiro lugar na Copa disputada na Inglaterra. Agora, nos gramados da América do Norte, será a última participação de Cristiano Ronaldo, maior artilheiro da história do futebol em jogos oficiais e recentemente eleito pela imprensa britânica como o maior jogador europeu de todos os tempos.

O sociólogo e comentarista esportivo João Nuno Coelho destaca a importância de Cristiano Ronaldo para o país: “Tecnicamente Lionel Messi é melhor que Cristiano Ronaldo, mas Ronaldo é mais importante para Portugal que Messi para a Argentina. Ele representa ética, trabalho, esforço e superação, valores com os quais a maioria dos portugueses se identifica.”

Coelho ressalta que o futebol é a principal manifestação cultural da identidade portuguesa atualmente, assumindo enorme centralidade no país. Segundo ele, o sucesso recente da seleção se deve a um trabalho estruturado nas universidades e federações, com formação acadêmica de técnicos e investimento nas categorias de base.

Portugal tem presença constante nas Copas do século 21, foi campeão europeu em 2016 e conquistou duas vezes a Liga das Nações. O país também destaca-se pela presença de jogadores e treinadores em grandes ligas europeias, como o técnico José Mourinho, atualmente no Real Madrid, considerado um dos três mais influentes do futebol europeu.

O otimismo para a Copa de 2026 se apoia em uma base sólida, com três titulares do Paris Saint-Germain – o lateral-esquerdo Nuno Mendes e os meias João Neves e Vitinha – além de Bruno Fernandes e Bernardo Silva, que formam um meio-campo de alto nível. Fernandes, do Manchester United, foi eleito o melhor jogador da Premier League na última temporada e bateu o recorde de assistências, superando Thierry Henry. Bernardo Silva, do Manchester City, é considerado o cérebro tático do time.

Fonte: FOLHA DE SP | ESPORTES

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