Nas duas primeiras partidas da Copa do Mundo 2026, a seleção do Paraguai foi uma das equipes que mais enfrentaram as novas regras implementadas pelo International Football Association Board (Ifab), órgão ligado à Fifa, em abril deste ano.
Segundo a entidade máxima do futebol, as mudanças têm como objetivo otimizar o ritmo das partidas e reduzir a perda de tempo. No entanto, para os torcedores paraguaios, a sequência de incidentes envolvendo seus jogadores tem gerado a sensação de perseguição.
Nas redes sociais, fãs brincam que a equipe alvirrubra está servindo como um laboratório involuntário para a arbitragem, questionando o conhecimento dos jogadores sobre as novas normas, especialmente o camisa 10, Almirón, protagonista em duas das principais situações.
Incidentes com Almirón
Na estreia contra os Estados Unidos, o árbitro de vídeo (VAR) revisou uma decisão do árbitro de campo, que inicialmente aplicou cartão amarelo a Almirón por simular falta, quando na verdade o cartão deveria ter sido dado ao americano Ream.
Já na partida contra a Turquia, vencida pelo Paraguai por 1 a 0, Almirón foi expulso diretamente por cobrir a boca ao falar com o lateral turco Müldür durante uma paralisação do jogo. Essa ação é proibida pela chamada Lei Vinicius Junior, regra criada após um episódio de racismo sofrido pelo atacante brasileiro na Espanha, que também pune condutas racistas ou discriminatórias com cartão vermelho.
O árbitro salvadorenho Iván Barton aplicou a expulsão, deixando o Paraguai com um jogador a menos.
Outras situações e reação técnica
Além disso, a seleção paraguaia teve uma cobrança de tiro de meta revertida para escanteio e precisou lidar com a obrigatoriedade de os jogadores deixarem temporariamente o campo para atendimento médico, conforme as novas regras.
Os torcedores recordam ainda que o Paraguai foi a primeira seleção eliminada por um gol de ouro em Copas do Mundo, na França, em 1998.
Após o jogo contra a Turquia, o técnico Gustavo Alfaro criticou as mudanças, chamando o futebol atual de “esporte novo” e afirmando que as regras parecem ser aplicadas de forma desigual. “Está difícil jogar esse esporte novo. Às vezes certas circunstâncias são conduzidas mais para um lado do que para o outro, e o que a gente quer é justiça”, declarou.
O treinador ressaltou que não há alternativa senão aceitar as novidades e se preparar para o próximo confronto, que será contra a Austrália, no dia 25 de junho, adversário que também soma uma vitória e uma derrota no Grupo D.
Com informações da AFP.
Fonte: FOLHA DE SP | ESPORTES









