O Ministério Público do Pará apresentou uma ação civil pública contra o ex-prefeito de Ananindeua e pré-candidato ao governo do estado, Dr. Daniel Santos (Podemos), por desmatamento ilegal em sua fazenda localizada em Ipixuna do Pará. Segundo a denúncia, foram desmatados ilegalmente 749,52 hectares de vegetação primária, incluindo áreas de reserva legal e de preservação permanente (APP), resultando em multas que somam quase R$ 4,7 milhões.
De acordo com o MP, em agosto de 2025, após operações de fiscalização, o registro da fazenda foi alterado, transferindo a titularidade de Daniel para o empresário local Kleyton Oliveira de Abreu, apontado pelo promotor Igor Dantas como um “laranja ambiental” utilizado para driblar o pagamento da multa.
O juiz Francisco Walter Rêgo Batista, da Vara Única de Ipixuna do Pará, determinou no dia 2 de junho que Dr. Daniel fosse citado e concedeu prazo de dez dias para que ele responda às acusações.
Dr. Daniel, que rompeu com a família Barbalho — liderada pelo ex-governador Helder Barbalho (MDB) —, deve ser o principal adversário da atual governadora e candidata à reeleição, Hana Ghassan (MDB).
Resposta do pré-candidato
A assessoria de Dr. Daniel afirmou que a ação ainda não foi recebida pela Justiça e classificou o caso como uma “vergonhosa perseguição política contra os adversários dos Barbalho”, ressaltando que o comando do Ministério Público do Pará é nomeado pelo governo estadual.
O pré-candidato destacou que o magistrado rejeitou pedidos do órgão acusador e apenas abriu prazo para manifestação da defesa, que confia na boa conduta de Daniel e pretende provar sua inocência na Justiça.
Além disso, lamentou que a Folha de S.Paulo tenha sido usada, a poucos meses da eleição, como instrumento político dos adversários.
Fonte: FOLHA DE SP | POLITICA









