O Ministério Público de São Paulo denunciou dois homens ligados ao MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) e à Frente Povo Sem Medo pela invasão da sede do banco Itaú, localizada na avenida Brigadeiro Faria Lima, centro financeiro da capital, em julho de 2025.
De acordo com a denúncia, Felipe Eduardo Narciso Vono e Ramon Arnus Koelli lideraram centenas de militantes do MTST durante o ato, que teve como justificativa a defesa da taxação dos super-ricos pelo Congresso Nacional.
O MTST mantém ligação política com o ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos, que foi coordenador nacional do movimento por vários anos.
O Ministério Público afirmou que a manifestação ocorreu durante o expediente bancário, com o objetivo de impedir ou dificultar o funcionamento normal da instituição. Segundo o promotor Cássio Conserino, Felipe e Ramon permaneceram cerca de uma hora no salão do banco, gritando palavras de ordem como “o povo não vai pagar a conta”, “taxação dos super-ricos já”, “chega de mamata” e “justiça tributária”.
Felipe Vono, que se apresentou como porta-voz do movimento, é assessor parlamentar da deputada estadual Ediane Maria (PSOL-SP), que também é alvo da investigação, mas não foi denunciada.
O advogado criminalista Alexandre Pacheco Martins, que defende Vono, afirmou que a manifestação foi pública e tradicional do MTST, destacando que Felipe estava presente como cidadão e advogado, e contestou a acusação de impedimento das atividades do banco, alegando que a sede não realiza atendimento ao público.
Até o momento, não houve contato com a defesa de Ramon Koelli.
Na denúncia, o promotor solicita reparação de danos, afastamento do sigilo bancário e autorização judicial para obter a relação dos envolvidos.
Fonte: FOLHA DE SP | POLITICA









