Com três gols contra a Argélia, Lionel Messi igualou Miroslav Klose como o maior artilheiro da história da Copa do Mundo, alcançando 16 gols. Além disso, Messi é também o principal assistente da competição, ao lado de Diego Maradona e Pelé, com oito passes decisivos.
Marcelo Bechler, jornalista e comentarista da TNT Sports, que acompanha Messi há mais de uma década e já viu o craque jogar mais de 100 vezes, destaca que os números não traduzem completamente a grandiosidade do jogador. “Quando vimos Messi marcar uma e outra vez nesta terça-feira, assistimos a um dos últimos capítulos da trajetória do maior jogador que nós presenciamos”, afirma.
O jornalista ressalta que, embora Miroslav Klose detenha o recorde de gols em Copas, isso não o tornou maior que outros jogadores, citando que Kylian Mbappé, com 14 gols, poderá ultrapassar os 20 em futuras edições. Bechler também comenta sobre o tabu existente no Brasil em discutir o domínio absoluto no futebol, especialmente envolvendo Pelé, mas destaca que o debate ocorre globalmente.
O impacto de Messi para as gerações atuais
O texto traz ainda o relato de Itamar, 62 anos, natural de Ribeirão Preto (SP), que não chegou a ver Pelé jogar ao vivo e considera Messi o melhor jogador que acompanhou. “Meu pai representa um universo imenso de pessoas que vai de crianças que nunca viram a Pelé a adultos que só o ouviram pelo rádio”, explica Bechler.
Para essas pessoas, Messi é o melhor que puderam testemunhar, entregando por 20 anos arte, técnica, leveza e gols, sempre em alto nível e respeitando o esporte. O jornalista finaliza questionando quem será o próximo Messi e se será necessário esperar décadas para que surja um novo ícone do futebol mundial.
Fonte: FOLHA DE SP | ESPORTES









