Ex-prefeita de Contagem (MG) e favorita do presidente Lula para o governo de Minas Gerais, Marília Campos (PT) declarou nesta quinta-feira (25) que a decisão do Partido dos Trabalhadores de lançar uma candidatura própria ao governo do estado é um “equívoco estratégico”.
Em nota, Marília reafirmou sua pré-candidatura ao Senado e defendeu que o PT deve “liderar a construção de uma aliança ampla e competitiva”, envolvendo partidos como PCdoB, PV, PSB, MDB, Rede, PSOL e PDT. Segundo ela, a esquerda enfrenta dificuldades para consolidar uma candidatura competitiva ao governo e lançar um nome próprio poderia “reproduzir uma disputa fortemente polarizada”.
“[A decisão] tende a recolocar no centro do debate conflitos que pouco contribuem para enfrentar os problemas concretos dos mineiros, além de dificultar a formação de uma maioria política capaz de sustentar o projeto democrático liderado pelo presidente Lula”, afirmou Marília Campos.
A pressão para que Marília dispute o governo mineiro aumentou após reunião com Lula na quarta-feira (24), quando o presidente indicou a preferência do PT por uma candidatura própria e mencionou o nome da ex-prefeita.
Após o encontro, a presidente do PT de Minas Gerais, deputada estadual Leninha, confirmou a decisão do partido de lançar um nome da sigla na disputa. “As definições sobre esse projeto serão construídas nos próximos dias, a partir do diálogo entre o partido e as forças políticas comprometidas com um projeto democrático e popular para o estado”, disse em nota.
Marília Campos ressaltou que sua candidatura ao Senado é a “única disponibilidade política” para 2026 e que conta com o apoio do presidente nacional do PT, Edinho Silva. “Trata-se de uma pré-candidatura estratégica porque Minas não possui atualmente senadores da base do presidente Lula e porque representa um importante avanço na presença feminina em cargos majoritários”, destacou.
Ela reforçou a necessidade de construir uma ampla aliança democrática para a disputa do governo estadual, reunindo partidos que apoiam o governo Lula e priorizando as forças progressistas e democráticas.
O cenário político em Minas Gerais se complica para Lula após o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSB) recusar a candidatura ao governo, decisão anunciada no fim de maio, quando também declarou a intenção de deixar a vida pública após o término do mandato em janeiro.
Além disso, o palanque mineiro do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal adversário de Lula na reeleição, ainda não está definido. O PL aposta no senador Cleitinho (Republicanos) e considera lançar a candidatura do empresário Flávio Roscoe (PL), ex-presidente da Fiemg, caso Cleitinho não concorra.
Fonte: FOLHA DE SP | POLITICA









