O senador Jaques Wagner (PT-BA) anunciou nesta quarta-feira (24) sua saída do cargo de líder do governo no Senado, após ser alvo de uma operação da Polícia Federal que investiga suspeitas de pagamentos relacionados ao Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro.
Wagner resistiu inicialmente à pressão para deixar a liderança, mas decidiu se afastar em “comum acordo” com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após uma reunião de cerca de duas horas no Palácio da Alvorada.
Em suas redes sociais, o senador afirmou: “Acabei de ter uma ótima reunião com o presidente @LulaOficial, uma conversa entre amigos, e decidimos, em comum acordo, que me afastarei da liderança do governo no Senado Federal”. Ele acrescentou que sua prioridade é provar sua inocência e se dedicar à reeleição de Lula, do governador Jerônimo Rodrigues e à sua própria reeleição ao Senado.
A operação da Polícia Federal motivou investigações sobre supostos pagamentos a Wagner ligados ao Banco Master. A defesa do senador apresentou recurso contra decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou buscas e apreensões em seus endereços, negando as acusações e apontando erros na medida.
Wagner ocupava a liderança do governo no Senado desde o início do mandato de Lula, tendo sido nomeado ainda durante o governo de transição, em dezembro de 2022. Ex-governador da Bahia, é um dos principais aliados do presidente, com quem mantém amizade de quase 50 anos.
A saída do senador é vista como uma tentativa de preservar a gestão petista diante do escândalo, que também envolve outras figuras políticas, como o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que teria mantido relações com Vorcaro.
O governo Lula busca minimizar os impactos das investigações e reforçar o compromisso com a transparência, enquanto o senador Jaques Wagner segue defendendo sua inocência e preparando sua campanha para as eleições deste ano.
Fonte: FOLHA DE SP | POLITICA









