Em entrevista concedida em 25 de junho de 2026, o ex-governador da Bahia e então líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), admitiu ter relação com ex-sócio do Banco Master e criticou a Polícia Federal (PF) pela forma como conduziu a operação que o teve como alvo.
Wagner reclamou diretamente com o presidente Lula (PT) sobre a divulgação de fotos com cédulas de moeda estrangeira apreendidas em seu apartamento em Brasília, classificando a ação como “patacoada” e questionando a espetacularização do caso pela PF. Segundo ele, tal procedimento violou a determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que ordenou buscas e apreensões de forma discreta devido ao caráter sigiloso da investigação.
O senador também defendeu que os valores pagos pelo Banco Master à empresa de sua nora são superiores aos R$ 3,5 milhões divulgados, afirmando que o dinheiro tem origem legal. Além disso, reconheceu que eventualmente pega carona com empresários, mas negou que tenha recebido uso de avião ou qualquer tipo de favorecimento.
Sobre a crise política gerada pela operação, Wagner explicou que decidiu deixar a liderança do governo após conversa com o presidente Lula, que o alertou sobre a dificuldade de conciliar a defesa das acusações e a função política. Ele rebateu críticas que afirmam que a crise teria sido levada para dentro do Palácio do Planalto, destacando que a PF tenta construir uma narrativa para envolver o PT, algo que ele nega.
Fonte: FOLHA DE SP | POLITICA









