**Haiti e Escócia se enfrentam após 80 anos somados de ausência na Copa do Mundo**
*Por Josué Seixas, Recife*
*13 de junho de 2026*
Haiti e Escócia entram em campo neste sábado (13), às 22h (horário de Brasília), no Gillette Stadium, em Foxborough (Boston), para um duelo que reúne um dado histórico: juntos, os dois países somam 80 anos de ausência na Copa do Mundo, torneio que existe há 96 anos.
O Haiti retorna ao Mundial após 52 anos. Sua única participação anterior foi em 1974, na Alemanha Ocidental. Já a Escócia volta a disputar uma partida de Copa desde 1998, na França, encerrando um jejum de 28 anos.
A campanha haitiana até a classificação foi marcada por desafios. Devido à crise de segurança no país, a seleção disputou todas as partidas das eliminatórias como mandante em Curaçao, sem atuar em solo haitiano. A impossibilidade de usar o estádio nacional tornou a trajetória ainda mais incomum.
Curiosamente, a seleção haitiana caiu no Grupo C, que traz uma lembrança da última Copa da Escócia. Em 1998, os escoceses enfrentaram Brasil, Marrocos e Noruega. Agora, reencontram brasileiros e marroquinos, com o Haiti como novidade na chave.
Sob o comando de Steve Clarke, a Escócia chega ao Mundial com uma geração estável e experiente. Entre os principais nomes estão o lateral e capitão Andy Robertson (Liverpool) e os meio-campistas John McGinn (Aston Villa) e Scott McTominay (Napoli). McTominay, que passou mal durante a preparação, já retornou aos treinamentos e deve estar em campo.
John McGinn, que encerrou a temporada europeia com o título da Liga Europa pelo Aston Villa, é uma das principais armas ofensivas da equipe escocesa.
Enquanto a Escócia busca retomar sua tradição na Copa, o Haiti tenta escrever um novo capítulo. A seleção caribenha nunca venceu uma partida no Mundial. Em 1974, perdeu os três jogos da fase de grupos, marcando dois gols e sofrendo 14.
Os dois gols daquela campanha foram anotados por Emmanuel Sanon. Meio século depois, a esperança haitiana recai sobre Duckens Nazon, atacante do Esteghlal, do Irã, e maior artilheiro da seleção com 44 gols. Ele pode se tornar apenas o segundo jogador do país a marcar em uma Copa do Mundo.
Nazon teve papel decisivo na classificação haitiana. Durante as eliminatórias, cogitou deixar a concentração para acompanhar o nascimento da filha, mas decidiu permanecer após conversa com a comissão técnica. No jogo contra a Costa Rica, marcou os três gols do empate por 3 a 3, em setembro de 2025.
Agora, diante da Escócia, Nazon lidera o esforço do Haiti para conquistar sua primeira vitória em uma Copa do Mundo.
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