Pré-candidato ao Governo de São Paulo, o ex-ministro Fernando Haddad (PT) comentou nesta quinta-feira (25) o caso do filme “Dark Horse” e afirmou que a prisão do vereador do PT Senival Moura, suspeito de envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro para o PCC, “não é uma questão partidária”.
“Questão ética não é uma questão partidária”, declarou Haddad a jornalistas após ser questionado sobre a operação da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) contra Senival Moura.
O ex-ministro citou que o instituto de Karina Gama, dona da produtora do filme “Dark Horse” (que significa “azarão” em inglês), subcontratou um suspeito de integrar o PCC para instalar pontos de wi-fi em favelas de São Paulo, conforme revelou a Folha.
“O Ministério Público vai agir como em relação a isso? Eu não sei, eu não sou do Ministério Público, mas eu torço para que tudo seja passado a limpo no Brasil, envolvendo bolsonarista, centrão, quem for, tudo tem que ser passado a limpo”, afirmou Haddad.
Ele ressaltou que as pessoas devem ser investigadas conforme a lei, com garantias do direito de defesa, e que ninguém está imune a investigação. “Ninguém pode estar imune a uma investigação”, disse.
Haddad também afirmou ser “impossível uma pessoa que pertence a qualquer agrupamento humano saber da conduta de cada indivíduo” do grupo e que o diretório municipal do PT tomará as providências cabíveis no caso, como já fez em outras situações.
Antes, Haddad anunciou o ex-governador e ex-ministro Márcio França (PSB) como seu vice na chapa para o Governo de São Paulo, além das ex-ministras Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) como candidatas ao Senado pelo estado.
Durante a entrevista, Haddad vinculou o caso Digimais à gestão do atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), criticando ainda a privatização da Sabesp e questões relacionadas ao Metrô, e afirmou que todos os casos irregulares devem ser investigados, sem compensações.
“Não estou falando isso para dizer: ‘Uma coisa compensa a outra’. Não, nada se compensa. Tudo que está errado tem que ser investigado. Não tem compensação. Esse é o meu ponto de vista”, afirmou.
O ex-ministro também defendeu que o Ministério Público não deve agir de forma seletiva: “Faz a busca e apreensão se é de um partido e não faz busca e apreensão se é de outro. Não é assim que a gente quer que a sociedade funcione. Não pode ter persecução penal seletiva. A lei é para todo mundo, todo mundo”.
Ao ser questionado sobre a decisão do senador Jaques Wagner (PT-BA) de deixar a liderança do governo após operação da Polícia Federal, Haddad considerou a atitude correta e afirmou que teria feito o mesmo. Reforçou que Wagner atuou contra as pretensões do Banco Master no Senado, e não a favor.
Fonte: FOLHA DE SP | POLITICA









