O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) classificou como “alento” a nova fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (18), que tem como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado.
Segundo as investigações, Wagner é suspeito de ter recebido valores do Banco Master por meio de empresa ligada à esposa de seu enteado, além de um apartamento avaliado em R$ 2,5 milhões. Flávio afirmou que “o PT da Bahia acaba de ser implodido pela Polícia Federal” e ressaltou que essa ação representa um combate à impunidade.
Durante o evento de lançamento de seu programa de governo para segurança pública, Flávio Bolsonaro buscou se distanciar do escândalo envolvendo o Banco Master, após a divulgação de áudios em que ele solicita dinheiro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para o filme “Dark Horse”, que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Flávio também defendeu a reclassificação das facções criminosas Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas, seguindo o exemplo dos Estados Unidos, medida que foi criticada por especialistas. O senador esteve recentemente na Casa Branca, onde discutiu o tema.
O pré-candidato à presidência pelo PL subiu ao palco acompanhado pelo senador Sergio Moro (PL-PR), pré-candidato ao governo do Paraná, e pelo deputado Guilherme Derrite (PP-SP), ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo e pré-candidato ao Senado.
Entre as propostas apresentadas estão o aumento no número de presídios, a criação de cinco novas instituições de segurança máxima no modelo adotado por El Salvador, a redução da maioridade penal, o aumento de verbas para segurança pública e a implementação de um sistema nacional de câmeras com reconhecimento facial.
Flávio afirmou que “prisão não é lugar de ressocializar ninguém, é lugar para que esse tipo de marginal perigoso fique preso” e defendeu a castração química de estupradores, citando suas filhas como motivação.
Sergio Moro criticou o governo Lula por não ter um projeto consistente para segurança pública e defendeu o encarceramento em massa e medidas similares às adotadas em El Salvador, cujo presidente Nayib Bukele é alvo de denúncias por violações de direitos humanos.
Guilherme Derrite comemorou o fim da Cracolândia e defendeu a vigilância reforçada em fronteiras, portos e aeroportos para coibir o tráfico de drogas, além da asfixia financeira do crime organizado.
O evento ocorreu no Teatro B32, na avenida Faria Lima, centro financeiro de São Paulo, e contou com a presença de lideranças do PL e do PP.
Fonte: FOLHA DE SP | POLITICA








