Desembargador Macário Ramos Júdice Neto completa seis meses preso sem ser ouvido pelo STF por suspeita de vazamento no Rio

O desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), completou nesta terça-feira (16) seis meses de prisão sem ter sido ouvido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ele foi detido em dezembro do ano passado sob suspeita de vazar informações sobre uma operação contra o então deputado estadual Thiego dos Santos, conhecido como TH Joias (MDB).

A Procuradoria-Geral da República (PGR) já apresentou denúncia contra o magistrado, mas a oitiva depende do relator do processo, ministro Alexandre de Moraes. Em maio, Moraes manteve a prisão preventiva de Macário.

De acordo com as investigações, o desembargador teria se encontrado com o então presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar (União Brasil), em uma churrascaria na véspera da operação. Durante esse encontro, Bacellar teria enviado mensagens sobre fuga e destruição de provas, enquanto o desembargador estaria com ele no local.

O ex-deputado Thiego dos Santos está preso por suspeita de ligação com o Comando Vermelho.

A defesa de Macário afirma que a análise dos celulares comprova que ele e Bacellar não estavam no mesmo local indicado pela Polícia Federal (PF). Segundo os advogados, o desembargador estava em um restaurante no Leblon, enquanto o celular do ex-presidente da Assembleia estava conectado em Copacabana.

Até o momento, o desembargador permanece preso sem ter prestado depoimento ao STF.

Fonte: FOLHA DE SP | POLITICA

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