Pesquisa Datafolha divulgada em 20 de junho de 2026 aponta que o presidente Lula (PT) mantém vantagem no segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), com 47% das intenções de voto contra 43% do adversário.
No cenário mais provável de primeiro turno, Lula aparece com 41%, enquanto Flávio Bolsonaro registra 31%. A pesquisa mostra estabilidade nos números, mesmo após o escândalo envolvendo Flávio e o caso “Dark Horse”, relacionado a um pedido de dinheiro para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro.
Na rodada anterior, Lula tinha 40% e Flávio 31%, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. No segundo turno, os votos em branco e nulos somam 8%, e 1% dos entrevistados não souberam responder.
O levantamento foi realizado entre os dias 17 e 18 de junho, quando a Polícia Federal deflagrou operação envolvendo Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, suspeito de receber pagamentos do mesmo empresário ligado ao caso que envolve Flávio.
A pesquisa ouviu 2.004 pessoas em 139 cidades e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09956/2026.
Outros candidatos e cenários
No primeiro turno, além de Lula e Flávio, aparecem Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) com 3% cada, Romeu Zema (Novo), Aécio Neves (PSDB) e Samara Martins (UP) com 2% cada, entre outros.
Em simulações de segundo turno, Lula lidera contra Ronaldo Caiado por 47% a 41%, e contra Romeu Zema por 48% a 39%, com variações pequenas em relação a pesquisas anteriores.
Contexto político
O caso “Dark Horse” impactou negativamente a candidatura de Flávio Bolsonaro, que chegou a empatar com Lula em abril. Desde então, a diferença aumentou no primeiro e segundo turnos.
Por outro lado, Lula ainda busca ampliar sua vantagem com medidas econômicas e sociais, incluindo um pacote de mais de R$ 140 bilhões em créditos e subsídios, e a recente aprovação do fim da escala 6×1 na Câmara dos Deputados, que ainda precisa ser votada no Senado.
Os dados refletem o momento atual da corrida presidencial e não devem ser interpretados como previsão do resultado final das eleições.
Fonte: FOLHA DE SP | POLITICA









