Número de finalizações é pior das últimas três estreias do Brasil em Copa; veja análise da partida

**Brasil faz estreia modesta na Copa do Mundo de 2026 com empate contra Marrocos e desempenho ofensivo abaixo do esperado**

*São Paulo, 13 de junho de 2026* – A seleção brasileira iniciou sua participação na Copa do Mundo de 2026 com um empate em 1 a 1 contra Marrocos, em partida realizada neste sábado (13). O resultado, embora não desastroso, destoou do histórico vitorioso do Brasil em estreias de Mundiais, e os números ofensivos da equipe acenderam um alerta entre analistas e torcedores.

De acordo com levantamento da Folha baseado em dados da Opta, empresa especializada em estatísticas esportivas, o Brasil finalizou apenas 12 vezes ao gol, o pior desempenho nas estreias das últimas três Copas. Em comparação, nas estreias anteriores, o time havia registrado 21 finalizações contra a Suíça em 2018 e 23 contra a Sérvia em 2022, quase o dobro do que foi alcançado na noite deste sábado.

No primeiro tempo, o Marrocos surpreendeu ao dominar as finalizações, com 12 tentativas contra seis do Brasil. No segundo tempo, o cenário se inverteu, com o Brasil ampliando para seis finalizações e o Marrocos reduzindo para duas. Ao final, o equilíbrio prevaleceu, com 14 finalizações marroquinas contra 12 brasileiras. O confronto foi o segundo com maior número de tentativas de gol até o momento na Copa, atrás apenas do jogo entre Catar e Suíça, que teve 33 finalizações.

Entre as finalizações brasileiras, cinco foram no alvo, representando 41,7% de precisão, com um gol marcado por Vinicius Junior aos 32 minutos do primeiro tempo, salvando a equipe canarinho. O Marrocos, apesar de ter menos precisão (21,4%), também balançou as redes com Ismael Saibari aos 21 minutos da etapa inicial. Além disso, o Brasil teve três chutes bloqueados e quatro para fora, enquanto o Marrocos contou com seis bloqueios e cinco chutes errados.

A maior parte das tentativas brasileiras ocorreu dentro da área adversária (nove de doze), enquanto o Marrocos distribuiu suas finalizações igualmente entre dentro e fora da área (sete para cada).

A partida também foi marcada pela intensa disputa defensiva, com 49 desarmes contabilizados, o maior número registrado até agora na competição, superando o confronto entre Canadá e Bósnia, que teve 43. O Brasil realizou 23 tentativas de desarme, com 52% de sucesso, enquanto o Marrocos foi mais eficiente, convertendo 69% das 26 tentativas.

No quesito posse de bola, o jogo apresentou equilíbrio, com um total de mil passes trocados – 513 do Brasil (87,3% de acerto) e 487 do Marrocos (86,2%). Nos primeiros cinco minutos, o Marrocos dominou a posse com 70%, mas o Brasil recuperou o controle e terminou o primeiro tempo com 54% da bola contra 46% dos africanos. No segundo tempo, especialmente entre os minutos 66 e 70, o Brasil chegou a alcançar 93,3% de posse, aproveitando o ritmo mais lento dos marroquinos. Ao término da partida, a posse ficou praticamente equilibrada: 51,3% para o Brasil e 48,7% para o Marrocos.

Apesar da atuação abaixo do esperado, o Brasil ainda mantém chances de avançar na competição, mas a estreia deixa claro que ajustes são necessários para recuperar o tradicional poder ofensivo da seleção.

*Reportagem de Natália Santos, São Paulo*

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